Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 15/10/2020

O desenvolvimento da socidade de consumo e tecnologia, encaminha-se para o individualismo, juntamente com a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas - preceitos de uma modernidade líquida, citada pelo sociólogo pôlones Zymunt Bauman. Neste contexto, a era digital traz consigo um papel importante nas dicussões políticias, pois estabelece o conhecimento prévio dos eleitores para com seus candidatos, tanto da política em si, quanto das pautas governamentais apresentadas por estes. Contuto, esse cenário tecnológico pode ser adverso e influenciar na opinião pública, com as chamadas fakes news (notícias falsas).

No âmbito social, a propagação de notícias falsas nas eleições partidárias, teve como vertente às eleições de 2018. Por conseguinte, essa alienação perante à sociedade, não é recente. Na Grécia Antiga, líderes romanos utilizavam da Política do Pão e Circo para a desinformação populacional, assim evitando participações dos atenienses. Portanto, evidencia-se que tais disseminações e distrações contribuem para manipulações no processo eleitoral, assim afligindo àqueles que se encontram em maior vunerabilidade.

Immanuel Kant, filósofo alemão, fundador da filosofia crítica, dizia que ’’ O ser humano é aquilo que a educação faz dele ‘’. Diante dessa analogia, o Brasil no quesito desempenho escolar, encontra-se em última posição - avaliação internacional. Similarmente a política do entreterimento, relaciona-se com a leigalidade de inúmeros cidadãos, pois a educação é um pilar o qual ainda, pouco se investe.

A desinformação das notícias falsas, espalhadas pelas redes sociais, trata-se de um marketing político, criando uma rede de apoiadores que disseminam tais ‘‘informações’’ e têm àquilo como verdade absoluta e assim não possuindo sua argumentativa  e voto próprio formado, através de pesquisas e estudos feitos. Sendo assim, cabe ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estabelecer parceria com veículos de comunicação, como WhatsApp e Facebook, em prol do combate a veiculação de mensagens em massa propagadas, antecedendo às eleições. O MEC (Ministério da Educação e Cultural), também deve atuar nesse agravamento de notícias controversas, com mecanismos de junção comunitária e escolar, inserindo investimentos a essa rede e fornecendo ensinos dinâmicos não só aos alunos, mas a comunidade local, dessa forma estigando o conhecimento e descontruindo à alienação destes perantes pautas tanto na redes sociais, quanto fora delas.