Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 14/10/2020

No período da República Velha, no Brasil, o voto de cabresto era comumente usado e definitivo para selecionar os candidatos eleitos nas eleições regionais. Foi um período onde coronéis, com grande poder aquisitivo, prometiam ao seu curral eleitoral obras e serviços públicos em troca de votos no candidato. Atualmente, as eleições brasileiras ainda sofre influencia de vários agentes para definir o resultado das eleições, o principal é as redes sociais, e o que mais nos preocupa é se essa influencia será majoritariamente benéfica ou maléfica.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que o acesso as redes sociais por parte da sociedade faz com que muitos obstáculos sejam vencidos, pelo fato de que esse meio é barato, acessível e até disponível para debater ideias em fóruns e blogs, garantindo assim que o gozo pleno pela democracia esteja mais tangível. Ademais, escândalos que eram restrito em gavetas de escritórios, são expostos diariamente fazendo com que grande parcela da população conheça seu candidato como sua índole.

Consoante Augusto Cury, nada é tão perigoso para aprisionar a inteligência do que aceitas as informações passivamente. Nesse viés, pela facilidade de publicar algo na internet, o meio é usado de forma errônea para disparar fake news sobre os candidatos o que pode influenciar numa tomada de mudança de voto pelo cidadão caso ele não tenha uma postura crítica no que ele recebe. Além disso, o frequente ataque a dignidade do candidato faz com que o debate se polarize e se torne cada vez mais superficial, afetando negativamente nos resultados das eleições.

É mister, portanto, que o TSE em parceria com o MCTI fiscalize e penalize os candidatos que utilizarem as redes sociais de forma criminosa, além de auxiliar os cidadãos sobre essa ferramenta alienante, por meio de anúncios fixados no inicio das páginas cibernéticas ou vídeos de profissionais experientes com legenda para atingir todos os públicos, a fim de estimular o pensamento crítico e questionar a fonte da informação. Assim, teríamos a certeza que majoritariamente a influência da internet será benéfica.