Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 15/10/2020

O documentário " Privacidade Hackeada " da Netflix, traz a tona a manipulação de dados feita pela empresa Cambridge Analytica em cerca de 50 milhões de contas de redes sociais  norte americanas e, como isso interferiu diretamente nas eleições de 2016, no país. No entanto, essa interferência externa em assuntos políticos não é exclusivo dos EUA. No Brasil, por exemplo, o uso das redes sociais tiveram papel significativo nas eleições de 2018. Contudo, as mídias sociais foram usadas intensamente para a divulgação de fake news e ataques a instituições democráticas. Além da desinformação, o aumento do uso de redes sociais pela população criou verdadeiras bolhas sociais aumentando a polarização política que o país enfrenta.

Essa interferência nas eleições brasileiras fica evidenciada nas falas do gerente de políticas públicas e eleições globais do Whatsapp, Ben Supple, que reconheceu que em 2018 empresas fizeram disparo massivo de mensagens favoráveis à candidatura do presidente que conseguiu se eleger, Jair Bolsonaro. Ainda, de acordo com um estudo realizado pelo MIT, noticias falsas se espalham seis vezes mais rápido que noticias verdadeiras no Twitter, aumentando, dessa forma, a desinformação de muitos eleitores.

Contudo, fake news sempre estiveram em circulação na sociedade. Porém, com o mundo altamente globalizado elas tiveram um alcance muito maior. Como consequência, há uma descentralização da informação gerando uma crise de confiança nas instituições. Criando, dessa forma, visões de mundo que relativizam as verdades e polarizam ideias e pessoas.

Por tanto, é notório que o mundo passa por uma crise de informação e de manipulação dos usuários das redes sociais. É de suma importância que o Governo brasileiro busque regulamentações nas redes sociais, afim de inibir condutas de ódio e noticias falsas, facilitando também as denúncias de conteúdos danosos.