Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 15/10/2020

Conforme Gilberto Freyre, ‘’Sem um fim social o saber será a maior das futilidades’’. Nesse sentido, a visão de Freyre tem se aplicado à realidade, tendo em vista a persistência parcial do papel das redes sociais nas discussões políticas. Assim, depreende-se que fatores como notícias falsas e política autocrática contribuem para o agravamento da situação.

A princípio, nota-se que as falsas notícias trata-se de um potencializador do papel das redes sociais nas discussões políticas. Em relação a tal fato, segundo Zygmunt Bauman, ‘’As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços prazerosos, mas são uma armadilha’’. Relativamente, observa-se que as notícias falsas podem ser encaixadas na teoria do filósofo, uma vez que a manipulação de dados rompe com o princípio da neutralidade, por exemplo, a Cambridg Analytica manipulou dados de 50 milhões de usuários a favor da campanha de Donald Trump. Consequentemente, a empresa foi banida permanentemente do facebook.

Ademais, a autocracia identifica-se como outro agente marcante da problemática. O filme superman entre a foice e o martelo retrata a influência das redes sociais nas discussões políticas, quando o homem de aço utiliza os meios de comunicação para promover o seu modelo político e denegrir a imagem dos demais modelos políticos. Embora seja ficção, a obra ressalta um problema da realidade, como o presidente norte o qual vinculou a responsabilidade pandêmica do sars covid 19 ao governo chinês. Por conseguinte, os meios de comunicação são uma forma de influência social.

Logo, a questão do papel das redes sociais nas discussões políticas requer intervenção de donos dos meios de comunicação. Os administradores devem proibir propagandas políticas, por meio de mudanças no algoritmo do software, as quais serão realizadas por programadores, a fim de assegurar o processo democrático.