Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 14/10/2020

Na segunda metade do século XX iniciou-se a chamada Terceira Revolução Industrial, trazendo diversas novidades do ramo tecnológico, principalmente meios de disseminação de ideias, opiniões e imagens. No entanto, na atualidade, o grande fluxo de informacional tem aumentado a perseguição de um modelo de governo ideal para a nação, assim, entre os princípios que sustentam essa realidade, pode-se salientar a profunda influência dos meios comunicacionais sobre as eleições.

A princípio, cabe analisar que, no Brasil, o resultado do processo eleitoral é geralmente submetido à influência das mídias. Segundo dados de 2018 divulgados pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), para 56% dos eleitores, as redes sociais influenciaram em algum grau as decisões de voto. Dessa forma, esse número aliado aos mais de 130 milhões de brasileiros com acesso à internet (de acordo com dados do IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), demonstram o grande poder de influência que os correios virtuais adquiriram nos últimos anos. Como resultado, os cidadãos julgam o candidato pelo seu sucesso e popularidade virtuais.

Além disso, vale ainda mencionar a falsa ideia de proximidade entre políticos e eleitorado. Essa conjuntura advém das notícias expostas pelos partidos em suas plataformas digitais. Por exemplo, um fato recorrente no país são as fotos dos pretendentes a cargos administrativos circulando em grandes feiras dos centros urbanos e, essencialmente, comendo o famoso “pastel de feira”. Isso demonstra uma tentativa de campanha com o propósito de mostrar que o candidato tem laços estreitos com o eleitor. Sendo assim, essa construção de uma imagem de pessoa popular e carismática acaba manipulando opiniões nas discussões políticas.

Dessarte, medidas são necessárias para amenizar a questão. O Ministério da Educação deve implantar no currículo acadêmico aulas de filosofia política, com o objetivo de desenvolver uma reflexão mais aprofundada de seu futuro eleitorado, com base nos elementos da política de cada Estado. Com isso, impediria-se a total subversão das pessoas para com o bombardeamento informativo nas redes sociais. Ademais, o Governo Federal pode fortalecer as instituições de regulamentação dos provedores de internet, com a finalidade de pressioná-los a desenvolverem melhores algoritmos de filtro contra notícias inverossímeis e irrelevantes. Fazendo-se isso o cenário político brasileiro seria mais justo e verdadeiro.