Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 15/10/2020
Obedecendo aos princípios de uma democracia, em 1989 ocorreu a primeira eleição direta no Brasil. A partir daí as campanhas eleitorais ficaram cada vez mais aguçadas com o objetivo de persuadir os eleitores. As redes sociais vieram como aliadas tanto dos votantes quanto dos candidatos, visto que possibilitam a informação sobre as propostas dos candidatos, reduzindo até mesmo a poluição em função de panfletos, além de promover uma espécie de fórum de discussão digital.
Em primeira mão, a internet e mais exclusivamente as redes sociais se tornaram parceiras das campanhas eleitorais no Brasil. A escolha dos cargos mais altos, como o da presidência do Brasil, carrega consigo grandes responsabilidades, inclusive por parte do eleitorado. Inegavelmente, a interação quase direta entre o candidato e o eleitor, possibilita não só o conhecimento do seu cotidiano como também suas propostas de campanha e suas intenções caso ganhe. Uma pesquisa da We Are Social constatou que mais de 40% da população brasileira acessava as redes em 2018. A maioria desses internautas são um público em potencial das campanhas eleitorais virtuais, cuja iniciativa por consequência auxilia na diminuição da emissão de panfletos, evitando que estes sejam jogados nas ruas e calçadas causando poluição.
Em segunda mão, as discussões nas redes socias são semelhantes às acontecidas na pólis Grega, onde os cidadãos se juntavam na ágora para deliberar sobre política, entre outros assuntos. Desse modo, os fóruns de discussão nas redes se comparam às ágoras gregas e são úteis para que o público com intenção de voto divida suas opiniões e experiências sobre os candidatos. Por conseguinte podem escolher o que mais represente suas ideias. Além disso, servem para distinguir o que é verdade e o que é a chamada “fake news”, visto que mais pessoas podem confirmar ou descredibilizar a notícia. Diante disso há mais chances de que o candidato atenda às expectativas da maioria.
Destarte, cabe ao Superior Tribunal Eleitoral em conjunto com os Tribunais Regionais, fiscalizar e incentivar as campanhas virtuais, garantindo a propagação de notícias verdadeiras e que atinjam um público maior. Para mais, é de extrema importância que o publico eleitor crie grupos de discussão e apresentação de ideias nas redes sociais, para a escolha dos candidatos certos. As redes socias representam uma grande evolução tecnológica e com a capacidade de propagar informações instantaneamente. Desse modo, as eleições enquanto demonstração democrática e que integra vários cidadãos e gerações, deve acompanhar tal evolução afim de angariar vantagens para eleitor e candidato. Somente assim, usufruindo de tais benefícios, as eleições serão justas e a população terá candidatos que representem o posicionamento da maioria.