Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 14/10/2020

No século atual, com o constante crescimento e desenvolvimento tecnológico, o uso de redes sociais tornou-se presente nas sociedades de maneira massiva. As mídias sociais surgiram por meio da proposta de maiores interações e compartilhamento de informações entre indivíduos. No entanto, a cada ano, tais propostas vão atingindo planos perigosos, como a política e democracia, a partir da disseminação de notícias falsas entre usuários, bem como na manipulação de indivíduos, o que coloca em sérios riscos a democracia mundial e que, portanto deve ser combatido por meio de políticas públicas.

Deste modo, segundo pesquisas do instituto Global Web Index, realizadas em 2019, nos países em que indivíduos passam  maiores cargas horárias em redes sociais, o comportamento dos cidadãos refletiu na política, como é o caso das Filipinas e Nigéria, os quais as populações gastam, em média, quatro horas diárias nas mídias. Assim, grandes empresas cibernéticas, como Facebook, Whatsapp, são utilizadas como importantes ferramentas na disseminação de notícias falsas, já que, constantemente, indivíduos são bombardeados com números elevados de informações de rápido acesso, o que manipula e engana o usuário devido ao seu despreparo para a filtragem de consumo de notícias.

Outro fator de necessário destaque é o uso de algoritmos para a seleção de disseminação de informações para cada indivíduo, isto é,  empresas como o Google e o Facebook estão constantemente analisando e processando quantidades maciças de dados dos seus usuários a fim de criar um perfil de navegação para cada um deles. Tal perfil é importante para que os algoritmos possam decidir o que é ou não relevante para ser visualizado por cada internauta. Logo, formam-se bolhas, em que apenas discursos semelhantes e de aparente interesse são disseminados, o que gera consequências alarmantes na democracia, já que os indivíduos são afastados de grupos de ideologias opositoras e que, portanto, impossibilita o questionamento dos próprios ideais e informações recebidas diariamente.

Em suma, pode-se concluir que cabe ao Ministério da Educação implantar, durante todo o ensino básico, estudos acerca da filosofia política e cibernética para os alunos, com o intuito de desenvolver no eleitorado uma correta reflexão e consciência durante o uso de redes e seleção de notícias, de modo a impedir o consumo informacional irracional. Acrescido a isso, o Governo Federal deve fortalecer as instituições de regulamentação dos provedores de internet, com a finalidade de pressioná-los a desenvolverem sistemas operacionais que procurem impedir o uso de informações para a manipulação do eleitorado. Logo,com a adoção de tais medidas, o país atingiria níveis saudáveis e ideais na política.