Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 15/10/2020
Durante o Estado Novo, Getúlio Vargas fundou o DIP ( Departamento de Imprensa e Propaganda) para veicular um culto à sua personalidade, controlando dessa forma a opinião pública. Na contemporaneidade, a manipulação nas discussões políticas ganhou outra dimensão com as redes sociais, tendo, em larga escala, uma propagação de mentiras e uma alienação do panorama geral da política brasileira. Disso, soma-se um radicalismo à uma ocultação de dados, resultando em uma democracia falha e um país negligenciado.
Primeiramente, a propagação de notícias falsas estimula uma onda de ódio que corrompe o desenvolvimento da democracia. Nesse viés, o serviço de espionagem americano mostrou dados de como as “Fake News” mudou o rumo das eleição americana de 2016 e de 2018. Esse fato revela a necessidade de uma responsabilização do que é disseminado nas redes sociais, para não destruir os fundamentos democráticos.
Em segundo lugar, aponta-se uma bolha criada pelos algoritmos das redes sociais que reafirma opiniões e inviabiliza discussões. A esse respeito, pautas para resolver os problemas sociais, de infraestrutura, econômicos e de segurança pública são polarizadas, consequentemente não solucionadas. Logo, situações como a divulgada pelo Conselho Nacional de Justiça que mais de 90% dos assassinatos brasileiros não são resolvidos, quando em pauta resulta em uma luta de ideologias extremistas, mantendo problemática inalterada no país.
Diante do exposto, é evidente como as redes sociais tem um alto impacto nas discussões políticas. Cabe ao Estado, por meio do Legislativo, formular leis que responsabilize penalmente os indivíduos que propagem falsas noticiais políticas e regule os algoritmos das redes sociais que contaminam o desenrolar da democracia. Juntamente deve-se adotar uma fiscalização por parte do departamento de crimes cibernéticos da Polícia Federal, evitando assim o ludibriamento dos cidadão e estourando a bolha do radicalismo.