Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 14/10/2020

Produto: nós

Em “O dilema das redes”, documentário lançado em 2020 na Netflix, ex profissionais e chefes de grandes empresas da internet como Google, YouTube e Facebook, se reuniram para denunciar e alertar a todos de como tais redes sociais manipulam o usuário a todo instante. Segundo eles, nós somos o produto em um processo em que se é bombardeado por anúncios a todo momento. Analogamente, as redes sociais possuem o papel de vilãs em debates políticos devido à manipulação massificadora que ocasiona ataques às instituições democráticas.

Em primeiro lugar, grandes políticos e instituições filiadas manipulam substancial parcela dos  internautas. A esse respeito, tais agentes movidos por ganhos econômicos e de posição social usam artifícios como robôs para o disparo de fake news em favorecimento próprio. De fato, em uma pesquisa recente da Universidade de Oxford, foi comprovado que 48 países sofrem com esse ataque social, distribuídos entre a Ámerica do Sul e Sudeste Asiático, incluindo o Brasil. Tal situação foi comprovada nas eleições de Trump (2016) e Bolsonaro (2018) que viviam realidades diferentes em rede e nas ruas. Dessa maneira, é evidente que a ilegitimidade de tal processo coloca em debate a segurança das informações na internet.

Em segundo lugar, a manipulação é um ataque às instituições democráticas. Dentro desse contexto, as redes sociais por possuírem algoritmos que selecionam opiniões e linhas de pensamentos parecidos, contribuem efetivamente para o extremismo e formação de grupos radicais, polarizando assim os ideários políticos. Seguindo essa linha de raciocíonio, é evidente a nova bipolarização política que coloca em destaque a corrida econômica entre EUA e China que está se solidificando, hodiernamente. Desse modo, as redes sociais se apresentam como ferramenta de retrocesso na dialética política.

Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas a fim de evitar que as redes socias possuam o papel de vilãs em discussões políticas, manipulando e atacando a democracia. Com efeito, urge uma ação conjunta entre o Ministério da Segurança Pública e ONGs de todos os países a realizar políticas punitivas e de desestímulo ao compartilhamento de informações politizadas.  Sob essa ótica, tais agentes devem pressionar os grupos Facebook e WhatsApp para restringir e filtrar notícias falsas e algoritmos voltados à política. Além disso, a população deve conscientizar-se com cartilhas e palestras municipais que serão realizadas pelo MEC e pelo MCTIC( Ministério da Ciência e Tecnologia), a reconhecer tentativas de manipulação em rede. Desse modo, tais feitos irão minimizar os impactos dessa grande peça que nos objetica a produto.