Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 15/10/2020
As mídias sociais na política brasileira
Segundo o psiquiatra e escritor brasileiro Augusto Cury, “Frágeis usam a violência, e os fortes as ideias”. Ao analisar e relacionar o pensamento às eleições de 2018, é notória a presença de discursos de ódio e violência verbal presentes nas redes sociais de ex candidatos e apoiadores, que não respeitavam o diálogo e as opiniões divergentes de seus ideais. Nesse cenário, cabe pontuar os benefícios e malefícios das redes sociais na política.
Mormente, é indubitável que a internet possibilita que mais pessoas tenham acesso aos conteúdos, gerando um engajamento maior que o rádio, jornal impresso, televisão e etc. Tal engajamento é positivo pois democratiza o acesso às propostas dos políticos para todos aqueles que têm internet, facilitando a escolha do candidato na hora da votação. De acordo com Aristóteles, “O homem é um animal político”, fator que explica a importância da democratização ao conhecimento sobre as propostas de cada candidato, para assim eleger um que se adeque melhor às necessidades e vontades da população.
Entretanto, um estudo feito pela organização Avaaz afirma que 98,21% dos eleitores do atual Presidente foram expostos às Fake News, e que 89,77% acreditaram nas falsas notícias. Desse modo, apesar de positivas em alguns aspectos, as redes sociais propiciam uma propagação de mentiras que afetam diretamente a democracia, manipulando a população brasileira. Além das Fake News, a internet foi fundamental na campanha eleitoral do Presidente Jair Bolsonaro, para disseminar discursos de ódio contra as minorias, conquistando uma parcela da população e incentivando o preconceito.
Depreende-se, portanto, que é dever da Polícia Federal enquanto órgão subordinado do Ministério da Justiça e Segurança Pública fiscalizar as mídias sociais buscando penalizar aqueles que compartilharem Fake News, efetivando as leis já existentes. Cabe também á Câmara dos Deputados aprovar PL 2.630/2020 (projeto de lei que visa liberdade, responsabilidade e transparência na internet), para evitar que as notícias falsas sejam disseminadas e manipulem a população. O Ministério da Educação deve promover palestras gratuitas sobre os cuidados a serem tomados na internet, para evitar o compartilhamento de mentiras, ensinando a crianças, adolescentes e adultos os perigos de acreditar em tudo o que se lê, e a importância de verificar as fontes de qualquer informação. Assim, a sociedade brasileira estará segura e dificilmente será manipulada.