Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 14/10/2020

Com o advento da Era Digital, a internet assumiu um importantíssimo papel no que concerne às discussões políticas. Dessa forma, é possível afirmar que as redes sociais podem melhorar as relações democráticas no Brasil, desde que possibilitem a representatividade das minorias e impeçam a disseminação de notícias falsas.

Em primeiro lugar, é fundamental pontuar a importância da diversidade de discursos políticos para a construção de uma boa democracia. De acordo com o filósofo Hegel, a dialética consiste no constante embate entre uma tese e sua antítese, cujo meio-termo formará a síntese. Ao aplicar esse raciocínio à política, percebe-se que o debate entre ideias antagônicas gera algo intermediário, o que ajuda a combater radicalismos. Por esse motivo, o livre debate nas redes sociais é fundamental.

Entretanto, algo que dificulta esse processo é o fenômeno das “fake news”. Esse termo tornou-se mundialmente conhecido durante as Eleições Presidenciais dos Estados Unidos, em 2016, pleito marcado pelo grande número de calúnias e notícias falsas, disseminadas por  alguns apoiadores contra seus opositores. Isso geralmente ocorre devido à facilidade em criar contas sem nenhuma responsabilidade legal, isto é, tais disseminadores de notícias falsas dificilmente serão penalizados no atual modelo de segurança de dados, fato que deve ser alterado de maneira urgente.

Torna-se evidente, portanto, que ainda há diversos entraves na solidificação de uma verdadeira democracia. Portanto, cabe ao Congresso Nacional a elaboração de leis que obriguem as redes sociais a exigirem alguns dados pessoais de seus usuários, como a cédula de identidade e o Cadastro da Pessoa Física. Além disso, vale destacar que esses documentos devem ser guardados em sigilo e só poderão ser utilizados pela polícia em caso de suspeita de crime, como difamações ou emissão de notícias falsas, por exemplo. Finalizando, é papel dos moderadores das redes sociais garantir a liberdade de opiniões e crenças, desde que essa liberdade não seja usada para denegrir a imagem de seus opositores.