Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 15/10/2020
O crescimento do uso das redes sociais demonstrou o grande poder que pode exercer na sociedade. Nos últimos anos, esta plataforma tem sido palanque para as mais diversas discussões políticas e manipulação de pessoas para interesses particulares.
A facilidade de transmissão de dados tem servido para alcançar o maior número possível de pessoas. Segundo dados do IBGE de 2016, 70% das residências brasileiras possuem acesso à internet. Como nunca antes, plataformas como Facebook e Twitter tem servido ainda mais para o diálogo de indivíduos com alinhamentos sociais e políticos parecidos de forma rápida e simples. No entanto deve-se ter cautela, as redes sociais também tem sido usadas para a disseminação de fake news (notícias mentirosas), que visam beneficiar pessoas e partidos.
De acordo com o estudo desenvolvido pela Kaspersky, empresa global de cibersegurança, 62% da população não sabe reconhecer fake news. Este número alarmante demonstra a prejudicialidade que as redes podem ter na sociedade. Esta forma de manipulação difere a percepção do indivíduo sobre o mundo a sua volta e o induz a se relacionar somente com pessoas com viés alinhado ao seu, ou seja, que apoiam e compartilham os mesmos interesses.
Nesse sentido, é indispensável a criação de medidas para maior segurança e inibição de notícias falsas na população. Logo, é de extrema importância a participação dos criadores das principais redes sociais na proibição de qualquer tipo de espalhamento de fake news no âmbito político e social, a criação de normas e medidas dos representantes governamentais em conjunto com a Safernet, organização não governamental que promove a segurança nas redes para a criação de leis que coíbam a ação de grupos organizados e pessoas, na disseminação de fake news e a criação de cartilhas que sirvam para conscientizar a forma de identificar notícias duvidosas. Somente deste modo a sociedade será capaz de ser mais justa e segura para todos.