Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 15/10/2020

Durante o século XVII, a química foi oficialmente distinta da alquimia (uma ciência que levava em demasiada consideração noções religiosas e míticas). A partir desse momento, tornara-se um conhecimento sóbrio, onde somente a razão e a lógica ditam postulados, e pôde-se perceber que desde então grandes revoluções científicas, que marcaram aspectos sociais, políticos e econômicos, despontaram em um espaço muito mais curto de tempo em relação as mudanças ocorridas em séculos passados. Análogo a isso, são as desinformações e incongruências compartilhadas via internet, pois assim como o misticismo atrasou notoriamente o desenvolvimento científico, mentiras e noticias falsas afastam o indivíduo de sua realidade e o impede de prezar logicamente pelo bem social.

A principio, é interessante destacar a definição de “coerção social” de Durkheim, descrita como uma “pressão” sobre o indivíduo para seguir, copiar e/ou aceitar certos mecanismos estabelecidos socialmente. Diante desse conceito,  as redes sociais tornaram-se exemplo crucial, pois transformaram de forma significativa a comunicação, o comércio, como também a política e, hoje, entende-se como instrumento indispensável para essas áreas. Tal importância contém pontos negativos gerados pela ausência de fiscalização e liberdade de criação de qualquer conteúdo que, por vezes, influenciam erroneamente a opinião de indivíduos em massa. Consequentemente, tem-se cidadãos alienados em momentos vitais para preservação da democracia: as eleições.

Ademais, a ideologia da liberdade de expressão é usada como forma de justificar a falta de monitoramento ou ainda a ausência de penalização pelas desinformações que circulam nos meios digitais. No entanto, Montesquieu postula que a liberdade engloba apenas aquilo que a lei permite. Sendo assim, considera-se que tal delito contra o sistema democrático vigente não deva ser tolerado e sequer deva ser mascarado como algum tipo de direito ou liberdade. Aliás, manipular o voto de um cidadão com informações inverídicas é um ataque extremo à democracia.

Portanto. reconhece-se a necessidade do controle de notícias em redes sociais para manutenção do sistema político brasileiro e a preservação dos direitos do cidadão. Tais medidas para resolução da problemática em questão incluem: a penalização e suspensão de contas suspeitas, pelo Ministério Público. Para isso, deve-se desenvolver um programa de investigação e fiscalização que se responsabilizará em desmentir notícias falsas que se popularizem, além de incriminar seus criadores. Esse programa deve ser financiado e regido pelo próprio Ministério Público e pelo Ministério da Tecnologia, intensificando em períodos próximos às eleições. E assim, a de se encontrar o caminho para uma sociedade emancipada.