Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 15/10/2020

A Terceira Revolução Industrial deu início à Era da Informação, na qual as redes sociais são as responsáveis pela facilidade nas trocas de mensagens e informações, em vários segmentos, até mesmo na política. Entretanto, muitos são os problemas relacionados ao papel das mídias nesse âmbito, como a manipulação pública e disseminação de fake news, as quais infelizmente geram riscos significativos à democracia.                                                                                                                              Em primeiro lugar, quando o filósofo Hegel propôs que a evolução humana aconteceria por meio da dialética, não foi levado em conta que a mesma aconteceria em espaços virtuais, nos quais há a fácil manipulação dos usuários, principalmente em discussões políticas. De acordo com a universidade de Oxford, do Reino Unido, a ação de partidos e de governos para manipular a opinião pública por meio de redes sociais já atingiu 48 países nos últimos 12 meses (pesquisa realizada em 2018). Há propagandas feitas a públicos específicos, em favor de determinado partido, por exemplo, o que corrói a verdadeira proposta da política: ser democrática.                                                                                                             Em segundo lugar, a disseminação de fake news para o aumento da importância de devidos assuntos ou candidatos chama a atenção pública, e muitas vezes a população acredita facilmente no que é publicado. Tais informações geram tumulto e debates desnecessários, como um vídeo que circulou nas redes sociais no dia 7 de outubro de 2018, no primeiro turno das eleições, que mostrava que a urna eletrônica supostamente sugeria automaticamente o candidato do PT, Fernando Haddad, assim que o eleitor apertava o dígito 1. Tal situação foi desmentida pela Justiça Eleitoral. De fato, todas as mentiras publicadas apenas degradam a utilização das mídias em âmbito político.                                   Por fim, em relação ao pressuposto, medidas devem ser tomadas. O governo Federal deve criar espaços de debate abertos ao público e aos candidatos, para que haja a livre prática da dialética, afim de que verdadeiras informações sejam repassadas. Além disso, há a necessidade de que as redes sociais restrinjam propagandas e anúncios políticos, para que não haja a manipulação em ambientes virtuais. Só assim os problemas relacionados ao papel das redes sociais nas discussões políticas poderão ser, ao menos, mitigados.