Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 15/10/2020
“Ó Pátria amada. Idolatrada. Salve! Salve!” Estes são alguns versos do “Hino Nacional Brasileiro” que enaltecem o amor à pátria. Porém, quando o assunto é política, o que se vê são cenas de ódio, preconceito e desrespeito entre compatriotas. Dessa forma, observa-se que esse cenário, motivado pela intolerância, e também pelo mau uso das redes sociais, representa uma adversidade persistente no aspecto contemporâneo do Brasil.
A priori, é perceptível que o preconceito com aqueles que apoiam os lados extremistas/minoritários da política existe desde outras épocas. Dessa forma, pode-se perceber que tal preconceito foi - e ainda é - transmitido por gerações, o que evidencia a banalização da intolerância política, principalmente entre os usuários de internet. Assim, a filósofa Hannah Arendt, em sua teoria “banalidade do mal”, defende que o comportamento xenófobo ou preconceituoso passa a ser realizado inconscientemente quando os indivíduos normalizam tal situação, o que pode ser comparado com a discriminação das minorias atingidas atualmente.
No contexto relativo à administração do Estado, é valido ressaltar que no século XX, a Escola de Frankfurt já interpelava em relação a “utopia de independência do mundo contemporâneo”, asseverando que os cidadãos eram dirigidos pela “indústria cultural” dissipada pelos meios de comunicação em massa. No presente, é plausível traçar uma semelhança com essa realidade, tendo em conta que milhões de pessoas no mundo são influenciadas através das redes sociais. Este cenário, no entanto, resulta em sérios conflitos sociais, causados, sobretudo por falsas reportagens que são amplamente disseminadas na internet.
Por fim, caminhos devem ser elucidados para resolver esse impasse, levando-se em consideração as questões abordadas. Sendo assim, cabe os Governo Federal - órgão responsável pelo bem-estar da população - elaborar um plano nacional de incentivo a tolerância, de modo a instituir ações, como a promoção de palestras e campanhas de livre acesso. Isso pode ser feito por meio de uma associação entre prefeituras, governadores e entidades federais - haja vista esse fenômeno envolver todos os âmbitos administrativos - que realize periódicos eventos mediados por agentes políticos e sociólogos. Dessa forma, os cidadãos do país terão seus direitos mais resguardados e respeitados. Assim, essa importante questão pode ser solucionada.