Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 16/10/2020

As redes sociais estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas. Segundo a pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos e pela  Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro), em 2016 estimou-se que 70% dos brasileiros tinham acesso à internet. Dessa forma, as redes sociais são muito utilizadas de modo geral e possuem um papel importante em diversas discussões, a exemplo de temáticas voltadas à política, em que, no entanto, a utilização dessas redes deve ocorrer de modo responsável e consciente.

Em primeiro plano, evidencia-se que, com esse aumento na utilização das redes sociais, há muitas pessoas mal intencionadas  que aproveitam o amplo alcance da internet para disseminar noticias falsas, as quais, quase que automaticamente, muitas vezes não são checadas pelos usuários, o que facilita a livre circulação de tais noticias e pode prejudicar a lisura do processo eleitoral.

Outrossim, é imperativo pontuar que, com a grande amplitude da internet, muitos dos próprios candidatos à eleição utilizam as redes sociais  para criar discursos nem sempre idôneos, o que pode comprometer a opinião do eleitor e, ao invés de gerar discussões políticas construtivas, pode levar ao compartilhamento de noticias inverídicas. A exemplo disso, as eleições presidenciais americanas de 2018, em que a empresa Cambridge Analytic, responsável pela campanha do então candidato Donald Trump, foi banida pela rede social Facebook por ter manipulado 50 milhões de usuários da mídia social.

Portanto, é necessário que as redes sociais sejam utilizadas com seu verdadeiro papel nas discussões políticas, devendo, por exemplo, a Justiça Eleitoral monitorar propagandas e noticias vinculadas ao período eleitoral, com o objetivo de impedir a disseminação de noticias falsas, e, sobretudo, cada cidadão deve ser responsável e consciente com a utilização da internet.