Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 15/10/2020

As redes sociais e a internet como um todo são mecanismos indispensáveis no cotidiano do ser humano para execução de diferentes atividades. Entretanto, devido a autonomia que se tem nas redes, a disseminação de informações falsas e capazes de manipular os usuários sobre diferentes assuntos, inclusive política, é muito recorrente. Portanto, a fim de se entender a influência das redes sociais nas discussões políticas da eleição de 2018 é imprescindível o debate dos pontos positivos e negativos da temática.

Não é mentira que a internet tem um papel muito importante durante a escolha do candidato a ser votado, visto que é possível pesquisar seus projetos, histórico atuando na política, feitos, entre outros. Além disso, as redes sociais dão espaço para o candidato interagir diretamente com os eleitores e, inclusive, conseguir votos. Todavia, a questão está no fato de que nem sempre tal meio é usado de forma saudável, trazendo dúvidas se esse é o melhor espaço para tratar do assunto.

Sabe-se que durante o Nazismo, na Alemanha, as mídias sociais da época foram utilizadas de forma nociva, persuadindo a população para que pensassem que as atitudes do líder eram boas e trariam progresso à nação. Não obstante, hodiernamente, políticos e candidatos usam das redes sociais para manipular os eleitores espalhando “fake news” sobre si ou sobre o oponente, além de omitir aquilo que convém. Tais atitudes criminosas foram claramente percebidas nas eleições para presidência em 2018 e vão contra a índole que um líder de Estado deve ter.

Portanto, visto que as redes sociais ainda são indevidamente utilizadas, se tratando de eleições, é necessário que o Poder Executivo crie um órgão sem partido que atue, juntamente com as principais redes sociais, mediando as publicações dos candidatos assim como a disseminação de “fake news”. Dessa forma será possível evitar que aqueles eleitores que não sabem o que querem se influenciem pelo que lhes é mostrado, como tratado por Steve Jobs.