Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 15/10/2020
Zygmunt Bauman, sociólogo e filósofo polonês, em sua teoria sobre a vida líquida, desnuda a sociedade moderna e fez críticas aos comportamentos egoístas e superficiais da humanidade. Dessa forma, percebe-se esses aspectos no que tange à questão da influência das redes sociais nas discussões políticas. Nesse sentido, torna-se evidente como a negligência do Estado quanto a fiscalização como também a falta de cuidado da população quanto a análise de algumas publicações.
Em primeiro plano, o governo tem o dever de garantir que as eleições sejam realizadas de modo democrático. No entanto, sob influência das redes sociais, políticos tem propagado noticiais de modo a favorecer sua imagem frente a sociedade, mesmo que para isso tenha que propagar noticiais falsas. Ademais, uma pesquisa realizada pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro, feita em 2016, revela que 70% dos brasileiros tem acesso a internet, revelando o quanto uma informação falsa pode se propagar de modo exponencial.
Na mesma perspectiva, a população tem o dever de conferir se a informação é verídica antes de compartilhar. Assim, segundo o sociólogo francês, Pierre Baurdieu, defende que só se chega a plena democracia quando se desenvolve, verdadeiramente o poder crítico. Dessa maneira, é necessário que a população aprenda a analisar bem tipo de informação que se propaga na internet, evitando, assim, que o senso crítico fique banalizado e políticos consigam obter alguma vantagem de modo indigna.
Entende-se, portanto, que noticiais falsas parem de se propagar nas redes sociais com o objetivo de favorecer políticos. Por isso, é necessário que o Estado proíba algumas postagens nas redes sociais, por meio da criação de um órgão que fiscalize o tipo de informação que grupos políticos fazem, a fim de garantir que não ocorra manipulação, desfavorecendo a democracia.