Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 15/10/2020

É de conhecimento geral que, nas eleições brasileiras de 2018, a participação das redes sociais se fez presente em todo momento. Com as revoluções tecnológicas do séc. XXI e a ascensão da globalização, o uso da internet aumentou periodicamente: aproximadamente 70% da população do Brasil possui seu acesso, informa o site “Nexo”. No entanto, o poder da web também se alastrou: a possibilidade de “fake news” e manipulações passa a existir conforme a evolução dos meios comunicativos.

Além do mais, uma pesquisa feita pela revista “Veja” informa que bots no Twitter foram usados para alterar a popularidade de certos candidatos, assim elevando suas reputações. Desta mesma forma, no documentário “O dilema das redes”, produzido pela Netflix, trata-se sobre o grande poder de influência e manipulação de seus usuários, a partir de informações cedidas por eles mesmos, sem atentar-se às consequências. Sendo assim, com os dados se é possível fornecer o conteúdo “certo” para os respectivos interesses da população.

Por outro lado, o uso dos meios virtuais proporcionou um acresce nas relações sociais, por mais que superficiais. Se tornou mais acessíveis informações sobre o candidato escolhido, por exemplo; ou, inclusive, acompanhá-lo através de seu perfil, aumentando a participação política, uma vez que, online, se pode ter uma grande variabilidade de debates e grupos em comum disponíveis.

No entanto, o Brasil possui uma história escravizada, militar e autoritária a ser superada, a democracia ainda é jovem. Por isto se é crucial a participação pública ativa, através de movimentos sociais os quais exigem  seus direitos, e também acompanham o processo governamental, fazendo com que o estado funcione corretamente. De acréscimo, é responsabilidade dos sites proporcionar maior segurança e informações verdadeiras a seus desfrutadores, deste modo, os laços democráticos existirão, assim como a circulação de conhecimento.