Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 15/10/2020

Na Grécia antiga, havia um tribunal popular no qual diversas situações da pólis ou cargos políticos eram discutidos, votados e resolvidos pelos cidadãos. Entretanto, com as mudanças ao longo do tempo e a utilização em massa dos mecanismo tecnológicos, o palco dos debates passou de uma praça pública para as redes sociais -como ocorreu fortemente nas eleições de 2018-  o que tem proporcionado a intensa disseminação de informações e a manipulação pelas fakes news.

Cabe pontuar, a priori, que a questão da grande divulgação de conhecimento político é um dos papéis importantes efetuado pela mídia. De fato, sabe-se que, segundo o estudo feito pela Agência Brasil, o uso do celular aumentou 98,1% nos últimos anos e esses aparelhos são o principal meio de acesso a internet no país. Nessa perspectiva, compreende-se que com o advento da tecnologia e o desenvolvimento das mídias sociais, as notícias estão sendo cada vez mais propagadas e alcançando lugares mais distantes; o que favorece os candidatos a tornarem-se mais conhecidos pelo povo. Além do mais, uma sociedade bem informada sobre seus políticos é bem mais prepara para votar coerentemente.

Por outro lado, somada a esse intenso fluxo de informações está as notícias falsas e o risco dessa à democracia. Isso porque, conforme o documentário “O dilema das redes”, as teorias de conspirações e dados inverídicos compartilhados nas eleições presidenciais americanas de 2016, foram de extrema importância para a perda da popularidade de Hillary Clinton. Nesse contexto, observa-se os perigos e a forte influencia dos veículos de comunicação para formação de opinião do indivíduo -seja essa baseada em verdades ou não- e também para o futuro da nação. Desse modo, medidas são necessárias para garantir o voto livre e não manipulado e de resultados justos das urnas.

Depreende-se, portanto, que o Executivo Federal, em parceria com a o Ministério da Educação, deve instruir os alunos e seus respectivos responsáveis por meio de aulas e palestras educacionais (em escolas públicas e privadas), as quais abordem os riscos e as consequências das fake news na sociedade e como identificá-las; com o objetivo de vetar essa problemática e a construção de pensamentos baseados em falsos dados, bem como o controle do corpo social por estes. Além disso, é de grande relevância que os donos das redes sociais criem mecanismos nos aplicativos -como o facebook- os quais reconheçam notícias inverídicas e impeçam a publicação dessas. Assim, ao se utilizar utilmente a internet e suas ferramentas, será possível assegurar justamente a livre escolha dos cidadãos nos candidatos e o pleno exercício da democracia