Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 16/10/2020

Segundo a escritora norte-americana Caroline Arnold, a chave para a transformação não consiste na celeridade, mas no progresso gradual de grandes mudanças. Neste seguimento, tal pensamento, embora fundamental, não é concretizado na prática, pois as discussões políticas nas redes sociais carecem de modificações, uma vez que não contribui para o desenvolvimento da sociedade. Isso ocorre não só pela negligência governamental, como também pelo despreparo social neste âmbito. Dessa forma, é de extrema importância o debate desses aspectos para o pleno funcionamento do país.

Primordialmente, é essencial pontuar a omissão estatal para combater as discussões políticas nas mídias sociais. De acordo com a filosofia aristotélica o estado será bom quando governado para o bem comum, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato advém, ora pela falta de investimento em profissionais da área de tecnologia da informação (TI) e infraestrutura de base, ora pela falta de fiscalização de notícias falsas, medidas estas que possibilitariam maior desenvolvimento sociopolítico, mas, devido à falta de disposição governamental, isso não é concretizado.

Ademais, é importante ressaltar a inaptidão comunitária para lidar com a política na internet, visto que o acesso à informação e ensinamentos de qualidade enfrenta dificuldades. Conforme o educador e filósofo John Dewey, a educação qualificada é um processo social ao desenvolvimento, ou seja, o problema evidencia-se não só compartilhamento de fake news, bem como disseminação de ódio e preconceito nas webs sites. Sendo assim, uma mudança no ensino da sociedade será imprescindível para resolver o impasse.

Portanto, inferem-se novas maneiras para solucionar os debates sobre política nas redes sociais. Logo, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de capital governamental, deve promover não unicamente campanhas para educação, capacitação e aprendizagem dos indivíduos acerca de uma forma sensata para combater o compartilhamento de fake news e, discursos de intolerância e discriminação, como também programas sociais em centro comunitário com a cooperação de profissionais da área tecnológica e representantes do governo, em prol de melhorias nas infraestruturas de base e nas fiscalizações de notícias falsas, a fim de englobar todos a causa e atenuar o problema. Somente assim, buscar o tão sonhado progresso de Carolina Arnold.