Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 15/10/2020

O filme “O Dilema das Redes”, descreve o vício e os impactos negativos das redes sociais sobre os indivíduos e comunidades como resultados de estratégias criadas para manipular emoções e comportamentos e manter os usuários conectados. Nessa ótica, desde as eleições brasileiras de 2018 as redes sociais se consolidaram como um importante agente no cenário político nacional, influenciando diretamente nas discussões político-eleitorais. Dessa forma, faz-se necessário analisar as consequências de tais meios de comunicação para a sociedade.

Primeiramente, é notório que as redes sociais modificaram completamente a relação entre eleitores e seus representantes. Anteriormente, era comum ouvir que os políticos só olhavam para o eleitor de quatro em quatro anos, porém, com o advento das mídias sociais, o candidato pôde aproximar-se de seu eleitorado e divulgar suas propostas e ideais de forma rápida e acessível. Por outro lado, essas ferramentas proporcionaram aos sufragistas um meio de exercer sua cidadania, já que, além expor sua opinião e trocar informações, há a possibilidade de os usuários cobrarem cada passo do mandato de seu representante.

Ademais, apesar da importante e positiva função das redes sociais no cenário político-eleitoral, tem-se observado um aumento no número de casos de manipulação ideológica. De acordo com Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda na Alemanha Nazista, “Uma mentira dita mil vezes, torna-se verdade”, e é sob esse viés que muitos partidos políticos e seus apoiadores têm se utilizado da disseminação de fake news, por meio de perfis falsos e robôs, para atacar e denegrir a reputação de seus adversários e manipular a opinião pública.

Pelo exposto, infere-se que o papel das redes sociais nas discussões políticas trouxe elementos positivos e negativos para o corpo social. Portanto, para inibir a propagação de notícias falsas é imprescindível para construir uma sociedade mais crítica, capaz de investigar e denunciar as fontes e os autores dos conteúdos com os quais terá contato. Para isso, o Governo Federal por meio do Ministério da Educação, deve elaborar palestras por intermédio das escolas com psicólogos, médicos, filósofos e juristas. Além disso, o Governo Federal pode fortalecer as instituições de regulamentação dos provedores de internet, com a finalidade de pressioná-los a desenvolverem melhores algoritmos de filtro contra notícias políticas inverossímeis. Assim, será possível formar uma comunidade mais integrada e aberta ao diálogo, pois como disse Paulo Freire “O diálogo cria base para colaboração.”