Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 16/10/2020

A era da desinformação

O escritor europeu Arnold Toynbee, em uma de suas teorias, descreve que os humanos tornaram-se detentores da tecnologia, mas continuam “macacos” na existência. Indo de acordo com tal premissa o papel das redes sociais nas eleições, contrapõe-se à desinformação dos usuários, vítimas das armadinhas digitais, apelidadas de Fake News. As redes sociais desempenha papel importante na vida do indivíduos do século XXI. Ter perfis no Instagram, Twiter ou Facebook, não é mais visto como um hábito apenas dos jovens.

A sociedade utiliza tais ferramentas para manter-se atualizado, principalmente em épocas decisivas, como as eleições. Neste sentido os oportunistas cibernéticos utilizam-se de postagens, contendo dados falsos , para manipular os eleitores a votarem erroneamente, e assim acumulam votos para seus apoiadores e partidos políticos.

A situação se torna ainda mais gravosa quando os leitores não buscam a veracidade das notícias em fontes confiáveis, e por vezes colaboram indiretamente compartilhando tais informações. Essa conduta afeta a população, pois o voto de cada cidadão é responsável por definir os representantes políticos, os quais ditarão o futuro do país. A desinformação torna-se presente, já que a qualidade do conteúdo na maioria das vezes é desprezada, ou seja o receptor não tem o hábito de buscar a fidelidade do que lê.

Diante do exposto, torna-se necessário medidas para mitigar essas questões. O Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação, deve promover nas escolas a inclusão de matérias relacionadas a filosofia política e letramento digital. Assim será possível fomentar maior participação nas questões políticas de forma eficiente e segura . Os veículos midiáticos devem criar mecanismos para banir as mazelas digitais, criando softwares inteligentes capazes de identificar tais conteúdos. Somente assim será possível assegurar uma escolha democrática.