Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 16/10/2020

O papel das redes sociais nas discussões políticas tornou-se cada vez mais relevante no decorrer dos anos e, nas eleições de 2018, sua atuação foi decisiva. Durante uma conferência realizada na Colômbia, Ben Supple (gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp), admitiu que durante o processo eleitoral do ano retrasado algumas empresas utilizavam o aplicativo em questão constantemente, porém de maneira irregular, favorecendo o atual presidente do Brasil por meio de mensagens e grupos. Tal medida foi o principal veículo de fake news no período de eleições e mais tarde foi comprovado, pela justiça, o crime de caixa dois.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que em meio à toda essa turbulência, o CEO do Twitter,  Jack Dorsey, se pronunciou em nome da empresa e proibiu a veiculação de propagandas políticas na rede social em 2019. A medida foi tomada de modo a evitar futuros riscos danosos para democracia.

Sob outro viés, é mister relembrar a atuação da IA (inteligencia artificial) em diversas mídias sociais. Este avanço tecnológico possui diversas funções e, uma delas é o “filtramento de conteúdo”, no qual o aplicativo busca mostrar conteúdos apenas de seu interesse. No entanto, um novo estudo de Oxford (manipulação de redes sociais para uso político), mostra que atores políticos criam perfis falsos para expandir, artificialmente, a importância de alguns assuntos e candidatos, ou seja, eles conseguem driblar e utilizar a IA a seu favor.

Portanto, faz-se necessário a adoção de medidas exequíveis para a resolução de tal problemática. As instituições privadas (empresas de redes sociais) devem bloquear temporariamente ou anular a circulação de publicidade política, a fim de evitar contaminações no processo eleitoral. A ação mencionada será realizada através de softwares ou pela própria IA. O bloqueio temporário, por exemplo, pode ocorrer alguns meses ou um ano antes das eleições.