Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 16/10/2020
A Constituição Federal do Brasil de 1988 garante a todos o direito a liberdade de expressão. No entanto, com o advento da internet e as redes sociais, políticos perceberam que essa “liberdade de expressão” pode ser moldada, prejudicando a democracia, como ocorreu nas eleições 2018. Assim, faz-se necessário analisar o papel das redes sociais no debate político e suas consequências.
Primeiramente, é necessário apontar que 75% dos brasileiros fazem uso diário da Internet, conforme pesquisa realizada pelo Comitê Gestor da Internet. Nesse contexto, a “web” tornou-se um canal de interesse de partidos políticos que a utilizam para transmitir seus objetivos via sites de relacionamento social, tendo em vista a grande penetração na sociedade brasileira, usando ferramentas de coleta de dados fornecidas pelos sites, para moldar a opinião de usuários.
Por conseguinte, as eleições de 2018 no Brasil foi construída por intensos debates, em especial, na rede “Facebook”, que possui milhões de usuários. Nesse cenário, foi possível perceber que a internet tem o poder de moldar opiniões de forma antidemocrática, com notícias falsas, conforme matéria publicada pelo site iG - As 10 maiores “fake news” das eleições 2018. Dessa forma, fica claro o impacto que as redes sociais possuem no debate público, podendo definir o rumo político de um país, sendo, assim, necessário ações para minimizar o problema.
Por fim, o Congresso Nacional deve, por meio de projeto de lei, criar o grupo Liberdade nas Redes. Esse grupo será formado por uma equipe multidisciplinar de psicólogos, pedagogos e especialistas em comunicação, com o objetivo de criar campanhas informativas sobre o uso consciente das redes sociais e sua importância para a democracia nacional. Assim, a liberdade de expressão, defendida pela Constituição de 1988, será garantida e não moldada, produzindo um ambiente eleitoral saudável, eficaz, e livre de manipulações pela “web”.