Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 15/10/2020
O advento da Terceira Revolução Industrial no século XX trouxe inúmeras inovações tecnológicas, dentre elas, a internet. Todavia, embora esta proporcione inúmeros benefícios à humanidade o seu uso inadequado, principalmente, nas redes sociais acarretou em uma série de problemas no processo eleitoral brasileiro (2018), devido a propagação de ideias ilegítimas e alienação das massas.
Na sociedade contemporânea, segundo o colunista Nilson Teixeira o número de pessoas com acesso as redes sociais mais do que dobrou e com ela o acesso à informação. Tal fato, porém necessita ser avaliado com cautela, pois aumentou também o número de notícias falsas que circulam nessas plataformas. Essa problemática é essencialmente infausta, principalmente, no que tange a questões politicas, visto que, muitos representantes, candidatos a cargos importantes, usam as redes sociais para divulgar ideias que prejudiquem seus adversários ou corroborem para construção de um imagético abstrato à realidade. Noam Chomsky, filósofo e sociólogo, disserta acerca dessa classe dominante, que usa os elementos midiáticos para afetar a parte emocional dos eleitores e, consequentemente, injetar ideias e induzir comportamentos. Dessa forma, essas pessoas passam também a difundir e propagar essas mentiras que na verdade visam beneficiar a classe hegemônica.
Além disso, os indivíduos pautados em informações incorretas e com o senso crítico afetado acabam tornando-se apenas ferramentas para a propagação dessas ideias e corroboram para a manipulação da sociedade como um todo. Essa, alienada perde, inclusive, a capacidade de exigir os seus direitos, o que fere um dos princípios da cidadania. Perde-se assim um dos principais atributos sociais necessários para a integridade do ser humano o capital social, que visa o desenvolvimento do indivíduo em termos relacionados à educação e essencialmente ao senso crítico. Sendo assim, a propagação das Fake News coloca o corpo social em condição de vulnerabilidade onde este passa a ser figurante no processo de discussão politica e fica a mercê das vontades de partidos políticos e seus representantes.
É notável, portanto, o quanto o mau uso das redes sociais com a propagação de Fake News é prejudicial à sociedade brasileira. Logo, depreende-se a urgência para que o Poder legislativo discuta Projetos de lei no Congresso Nacional que criminalizem a criação e difusão de ideias falaciosas, além de obrigar as plataformas a retirá-las sob pena de aplicação de multas pesadas. Para criação desses aplicativos de fiscalização faz-se necessário que o Ministério de Educação, através de auxílios e bolsas, incentive escolas técnicas de nível médio e superior a produzi-los, gerando emprego e tecnologia. Dessa forma, será possível consolidar as redes sociais como instrumentos da democracia.