Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 01/11/2020

Em meio à ascensão de Voldemort, o Ministro da magia Cornélio Fudge nega a existência de qualquer perigo, por meio do Profeta Diário, para manter seu poder. Com a narrativa oficial manipulada pelo Governo, censura-se veículos de comunicação alternativos, como o Pasquim. Conquanto, no Brasil utiliza-se as redes sociais como mecanismo de manipulação midiática para proferir fake news e efeitos emocionais para alienar eleitores.

De acordo com o documentário produzido pela Netiflix, ‘‘Privatização Hackeada’’, mostra todos os aspectos da manipulação de dados feita pela Cambridge Analytica. Famosa por se utilizar de dados pessoais do usuários para influenciar as eleições de 2016 nos EUA durante as respectivas votações presidenciais a favor de Trump.

Além disso, o documentário avança mostrando outros países, inclusive o Brasil, onde ferramentas similares disseminaram fake news durante o período eleitoral, em 2018, para induzir os eleitores. O caso mais conhecido como a ‘‘Mamadeira de Piroca’’. É notável que em países como o Brasil e o Estados Unidos da América, o resultado das últimas eleições foram majoritariamente submetidos à influência das redes sociais.

Ademais, a filósofa Hannah Arendt, com o conceito “a banalidade do mal”, afirma que o pior mal é aquele visto como algo cotidiano, corriqueiro. Haja vista que, a manipulação é vista como algo comum, porém representa um grande mal para ordem política e social. Dessa maneira, observa-se que através de notícias mentirosas ou para elevar determinado governante são os mais utilizadas para manipular decisões da população.

Diante disso, o Governo Federal pode fortalecer as instituições de regulamentação dos provedores de internet, com a finalidade de pressioná-los a desenvolverem melhores algoritmos de filtro contra notícias políticas falsas. Assim, mesmo com a volta de Voldemort, a revista Pasquim, pode ser utilizada novamente como veículo de comunicação para com todos.