Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 30/11/2020

Historicamente, a Revolução Técnico-Cientifico e Informacional, ocorrida a partir de 1970, foi responsável por diversas modificações sociais, como o crescimento da população urbana, o avanço da industrialização e das mídias sociais. Desse modo, com a década de 90 a melhoria da tecnologia informacional fora importante para a produção de computadores, celulares e televisão. Assim, as redes sociais tornaram-se parte indissociável do mundo contemporâneo, devido às oportunidades oferecidas como emprego, educação e socialização além de proporcionar o avanço das discussões políticas nos ambientes virtuais o que a caracterizou como uma tecnologia dual, pois estimulou a democratização de informações mas também a bipolarização ideológica do Brasil.

Nesse ínterim, o documentário “o Dilema das Redes”, apresentado pela mídia Netflix, expõe o caráter negativo das mídias sociais ao criar métodos de sedução - propagandas referentes aos interesses pessoais e análise das pesquisas - para os internautas a fim de mantê-los por mais tempo navegando nos aplicativos. Essa ferramenta utilizada é criada pela inteligência artificial e foi importante durante as eleições, pois a partir de notícias veiculadas no Facebook e Instagram, foram capazes de distinguir a escolha eleitoral do indivíduo apenas com o uso de vídeos e imagens, de forma sútil e gradual, a partir das curtidas e compartilhamentos dos indivíduos.

Outrossim, a origem da denominação política representada por esquerda e direita ocorreu com a Revolução Francesa em 1789 em que os indivíduos que sentavam-se a direita eram simpatizantes do absolutismo monárquico e os a esquerda do rei eram a favor da revolução. Logo, a bipolarização ideológica, representada por Esquerda e Direita, realizada pela escolha partidária foi estimulada fortemente no Brasil em 2013, durante o Impeachment da presidente Dilma Rouseff. Ademais, a força desse processo foi extremamente pautada pelas redes sociais e mídias como jornais e televisão que mostravam os dois lados do processo, de acordo com a análise dos dados de cada indivíduo em sua rede.

Por conseguinte, é imperioso que o Ministério da Educação institua durante as aulas de filosofia e sociologia debates perante o uso e os limites das redes sociais. Para isso, é necessário a inclusão de psicólogos e graduandos em tecnologia de informação pelas universidades públicas do Brasil, a fim de mostrar, a partir de campanhas e palestras, como as mídias digitais influenciam na tomada de decisão dos indivíduos com uma análise criteriosa dos gostos, preferências e pesquisas. Somente assim, tornará explícito para os estudantes o poder existente nos celulares e computadores e como o uso correto dessas ferramentas pode mudar o aprendizado e acabar com a bipolarização ideológica.