Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 20/04/2021
É um fato dizer que a Internet abriu espaço para a disseminação de informações e de opiniões. Nesse sentido, mesmo que as redes sociais sejam ferramentas importantes para os debates políticos em épocas de eleições, o seu mau uso pode contribuir tanto para a propagação de “fake news”, como para a intensificação da polarização política.
Primeiramente, o suo equivocado das mídias sociais pode refletir no crescimento das informações falsas. Isso porque muitos candidatos usam desse meio para difamar e enfraquecer seu oponente a fim de vencer as eleições, o que, no ano de 2018, foi bem-sucedido, no qual eleitores do candidato a presidência, Jair Bolsonaro, usaram notícias inverídicas, como o “kit gay” para crianças a fim prejudicar o adversário, Fernando Haddad. Com isso, essas informações errôneas prejudicam os príncipios das eleições diretas, que deveriam ser uma disputa limpa e justa. Só para ilustrar, segundo o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, as “fake news” se espalham 70% mais rápido que as verdadeiras e alcançam muito mais pessoas.
Além disso, esses debates supérfluos tendem a polarizar ainda mais a política brasileira. Sob esse aspecto, é notável que o Brasil se encontra dividido em dois lados: a esquerda e a direita, que não dialogam entre si e nem se toleram. Devido a isso, esses grupos vivem em uma bolha por só consumirem notícias e conteúdos que lhes interessam, influenciados também pelos algoritmos das mídias, que favorecem informações que se encaixam na opinião de cada bolha. Só para exemplificar, segundo pesquisas do Instituto Ipsos, 40% das pessoas acreditam que quem tem uma visão política diferente delas, foi enganada.
Portanto, o papel das redes sociais podem ser negativo para as discussões políticas no período de eleições. Dessa forma, é necessário que órgãos reguladores, como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, criem um projeto, juntamente com as mídias sociais, acessível a denúncias, por meio de um site exclusivo na Internet, possibilitando o acesso pela população civil, em especial aquela que é vítima das “fakes news”. Ademais, que criem também outro projeto para diminuir os algoritmos das informações e notícias, para torná-las menos polarizadas. A partir disso, os indivíduos que compartilhar notícias falsas serão punidos de acordo com a lei, e as pessoas poderão usar a Internet de forma mais ampla, evitando a bolha e acessando outros conteúdos. Assim, os debates civis sobre política serão mais civilizados e mais importantes no cenário brasileiro.