Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 29/07/2021
Historicamente, a mídia já influenciou muito a opinião de uma população, fazendo-a acreditar em uma realidade que não era totalmente correta. Exemplo disso foi o ocorrido na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial, que foi o Holocausto: notícias sendo favoráveis nas mídias, mas, de acordo com O Diário de Anne Frank, era o maior pesadelo para os judeus e grupos excluídos. Com isso, trazendo para o Brasil, mais especificamente durante as eleições de 2018, as redes sociais conseguiram interferir bastante na opinião pública, com vídeos alterados e textos distorcidos.
Sobre o assunto, pode-se citar as redes sociais como os maiores veículos de informações da atualidade, isso se dá por causa da Era Tecnológica do Século XXI. E a mídia está aí para isso, passar notícias em tempo real, mas cabe ao leitor querer investigar mais afundo sobre. De acordo com isso, é válido mencionar um ocorrido nas Eleições de 2018, quando o então candidato, hoje presidente, Jair Bolsonaro, informou, em televisão aberta, a respeito de uma edição de um livro sobre educação sexual que estava sendo distribuído nas escolas. Felizmente, isso causou um debate e interação entre os usuários das redes sociais, como Twitter e Instagram, mas, por outro lado, muitas pessoas não pesquisaram e não perceberam que o Ministério da Educação já havia publicado uma nota, em 2016, sobre esse assunto ser inverdade.
Em consequência disso, das pessoas acreditarem facilmente numa notícia, algumas pesquisas foram feitas sobre o assunto e o psiquiatra Cláudio Martins, diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria, afirma que uma pessoa, ao espalhar ou ler algo que a agrade, traz mecanismo e sensações de prazer ao cérebro. Isso é preocupante, pois, ao invés de tomar cuidado ao repassar uma mensagem de texto recebida, com um simples toque, ela encaminha para mais dez pessoas. Entretanto, política é algo bem delicado para se discutir, mas necessário e nas eleições de 2018, isso foi muito bem abordado, mas sem o mínimo de cuidado e empatia.
Infelizmente, a mídia possui um alcance enorme e um impacto gritante numa pessoa, então existem casos em que propagam fake news, na intenção de enganar alguém de forma proposital e isso é perigoso demais. Uma informação mal-passada e uma notícia circulada de forma errônea podem trazer consequências sérias para alguém, então, se faz necessário um trabalho em grupo: governo e população, a fim de diminuir os casos de propagações de notícias falsas e um incentivo a pesquisar e investigar mais a fundo as reportagens que leem. Isso pode acontecer através de um programa educacional com profissionais capacitados, como professores, ou uma propaganda numa TV aberta, onde tem um alcance maior de engajamento e de pessoas.