Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 02/09/2021
A eleição presidencial dos Estados Unidos da América. Em 2016, foi marcada pelo uso das mídias sociais para divulgação de candidatos e pela propagação de falsas informações em âmbito virtual. Na atualidade brasileira não é diferente, as eleições ocorridas em 2018 também foi alvo de controvérsias. Assim, torna-se pertinente debater sobre o papel das redes sociais nas eleições.
Por um lado, as campanhas políticas em redes sociais possuem um grande potencial positivo quando agregadas ao desfrute de um fácil acesso às informações sobre os candidatos. Nesse cenário, uma pesquisa produzida pela Ipsos e Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro) em 2016 afirmou que 70% dos cidadãos brasileiros possuíam acesso à internet. Em adição, uma alteração na lei possibilito campanhas pagas na internet, com essa modificação foi evidente que houve um acréscimo de 52% de tuites nos debates em 2018, quando comparado a 2014.
Por outro lado, as mídias sociais também são utilizadas para a propagação de “fake news”, ou falsas notícias, o que era a desinformação. Nessa perspectiva, a empresa Cambridge Analytica foi banida da plataforma Facebook, em 2018, após serem comprovadas manipulações de 50 milhões de internautas nos Estados Unidos. Ademais, uma análise realizada pelo Buzzfeed afirma que 23% dos entrevistados usam o Facebook como sua maior fonte de informação, sendo que 83% deles já acreditaram que notícias falsas eram reais. Tais dados quando unificados mostram que a população, embora com uma maior facilidade de encontro com informações, também está suscetível às falsas informações.
Entende-se, portanto, que para que as redes sociais sejam totalmente benéficas para as eleições brasileira, não só o Ministério da Tecnologia deve conscientizar a população nacional sobre sites e informações que propagam “fake news”, através de postagens em suas redes sociais e em mídias televisivas, com o intuito de que não ocorra a desinformação no momento eleitoral; mas também que o Supremo Tribunal Federal exija uma equidade no uso das campanhas pagas entre os partidos eleitorais, assim, não haverá uma divulgação em massa de um único, com o intuito de disponibilizar visibilidade a todos os partidos e candidatos igualmente.