Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 12/10/2021

Especialmente a partir de 2016 foi possível notar a influência e relevância das redes sociais no período eleitoral, principalmente nas votações para presidente nos Estados Unidos, e, em 2018, no Brasil. De certo modo, o uso das mesmas foi benéfico, já que contribuíram para a criação de debates, porém, fake news a respeito de diversos candidatos foram disseminadas e, podem ter influenciado diretamente nos resultados, mudando os rumos da política dos dois países.

Segundo uma pesquisa realizada em 2016 pela Ipsos e Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro), cerca de 70% dos brasileiros tinham acesso à internet e, 90% dos entrevistados tinham as redes sociais como principal objetivo ao acessá-la. Obviamente, isso pode ser vantajoso para a população, especialmente em período eleitoral. Devido à fácil conexão com pessoas que podem estar a quilômetros de distância, debates podem ser realizados via internet, e, com isso, há disseminação de conhecimento e novas opiniões, que são responsáveis por formar o pensamento de cada um em relação a determinados candidatos.

Porém, apesar dos benefícios das redes por conta de sua rapidez na transmissão de informações, esse meio de comunicação também acaba sendo utilizado por políticos para disseminar fake news relacionadas a outros candidatos. Esses utilizam contas falsas e o disparo de mensagens em massa para divulgar o que bem entendem, mesmo que sejam informações que fujam totalmente da verdade.      Como foi visto após comprovação em 2018, a empresa Cambridge Analytica manipulou dados de 50 milhões de usuários do Facebook e atuou na campanha de Donald Trump, em 2016, havendo a suspeita do uso desses em favor do candidato. Além disso, em 2019 o gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, Ben Supple, revelou que em 2018 algumas empresas fizeram disparos em massa a favor da candidatura do presidente eleito.

Assim sendo, é necessário que o Ministério das Comunicações crie um órgão que verifique tudo aquilo que é postado e compartilhado. Cabe a ele excluir ou ao menos inserir um aviso nas publicações que contenham informações errôneas. Também deve ser criado um site que mostre todas as notícias falsas coletadas dos veículos de mídia, mostrando o porquê elas são falsas e qual é, de fato, a informação verdadeira acerca de um assunto. Do mesmo modo, o Ministério da Educação deve implementar a educação digital como disciplina obrigatória em escolas públicas e particulares, como o objetivo de ensinar crianças e jovens a utilizar a internet de maneira consciente e segura. Desse modo, as futuras eleições ocorrerão de maneira justa e honesta, não sendo influenciadas por mentiras que acarretam no benefício indevido de alguns candidatos.