Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 24/09/2021

De acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil, em seu capítulo IV, artigo 14º, “A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos termos da lei”. No entanto, percebe-se que desde as eleições de 2018, o papel das redes sociais nas discussões políticas, apresenta-se, cada vez mais, como forma de manipulação entre os políticos brasileiros de maneira a subjulgar a opinião pública. Logo, suas falas, emanadas pela soberania constitucional, se traduzem num meio de manipular os cidadãos a votarem equivocadamente em candidatos que almejam nada menos que votos para se elegerem.

Diante desse cenário, é oportuno mencionar que Steve Jobs, em sua memorável frase, “A tecnologia move o mundo”, destacava o papel desses recursos, já em seu tempo. Conforme o avanço da 1ª e 2ª Revolução Industrial e o desenvolvimento das tecnologias da informação, nota-se, um crescente aumento quanto ao uso dessas tecnologias por pessoas que se beneficiam dessas plataformas para as mais diversas finalidades. Sendo assim, sua utilização pelos atores políticos na construção de bases eleitorais pode contribuir, sem dúvidas, para a mudança de pensamentos e determinar o rumo de uma eleição.

Outrossim, verifica-se que as ferramentas e técnicas elaboradas são comumente usadas para a manipulação da informação e veiculação de anúncios e propagandas fictícias, as chamadas fake news, como forma de interferência direta no processo eleitoral. Além do mais, aplicativos e plataformas como WhatsApp, Telegram, Instagram, SnapChat, Facebook, entre outros, permitem sua utilização sobremaneira que caracterizam essa manipulação massiva sem que o público alvo se aperceba de tal situação. Fato que evidencia a sagacidade desses parlamentares para a conquista de eleitores e concretização de seus objetivos

Em suma, atenuar os desafios relacionados ao papel das redes sociais nas discussões políticas é fundamental. Portanto, os orgãos responsáveis, por meio de seus Ministérios da Educação e Cidadania, devem promover ações instrutivas através de vídeos educativos, palestras informacionais, entre outros, com o intuito de proporcionar o conhecimento a respeito das formas de manipulação do pensamento por essas redes, além de conscientizar o eleitor sobre o voto consciente e direto como descrito na constituição federal e, não apenas, como um voto programado e mecânico assim observado na letra da música “Admirável chip novo”, da cantora Pitty, que retrata como o ser humano pode ser controlado e automatizado não pensando, refletindo e agindo de acordo com suas convicções para a autonomia e bem-estar comum da sociedade.