Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 29/09/2021

No documentário “Privacidade hackeada”, é contada a história da empresa de consultoria Cambridge Analytica e do Facebook, quando informações pessoais de 240 milhões de usuários foram hackeadas para criar perfis políticos e influenciar as eleições norte-americanas de 2016 e o resultado de Brexit. Assim, o escândalo levantou a discussão mundial em torno da ação das grandes empresas como Google, Facebook, etc, que coletam e vendem, sem autorização, as informações digitais das pessoas. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada é parecida dos dias atuais, em que a influência das redes sociais sobre a política ainda se faz presente. Isso se dá, principalmente, pela inexistência desse assunto nas mídias televisivas e pela ausência de ações estatais para o combate ao problema.

A princípio, vale ressaltar que a falta de importância que esse caso tem para a sociedade é um dos fatores que causam o crescimento de tal temática. Nesse sentido, segundo o filósofo Confúcio, não corrigir as falhas feitas é o mesmo que cometer novos erros. Sob essa visão, é possível afirmar que se encontra uma falha no sistema brasileiro, por não inserir projetos sociais na sociedade em emissoras de televisão, rádios e revistas, e mostrar que esse assunto é importante tanto para a população quanto ao grupo social que ainda sofre com essa paridade, por isso, deve – se ser debatido.

Outrossim, é necessário apresentar que a ausência de ações vindas do Estado é um problema bastante relevante para tal tema. De acordo com o escritor Oscar Wilde, o Estado deve fazer o que é útil para o bem da sociedade. Em vista de tal citação, fica evidente que o Estado não cumpre com seu papel, visto que a carência de investimentos na rede de segurança, como um veículo de melhorias para a sociedade, faz com que esse fator cresça cada vez mais e estes impedimentos acabam por atravancar tal estorvo, então, é necessário tomar as providências cabíveis.

Portanto, medidas devem ser tomadas para o combate a propagação de notícias falsas e segurança de dados nas discussões políticas nas redes no Brasil. Logo, é preciso que o Estado, em conjunto com o Ministério da Comunicação, insira, na sociedade, rodas de debates e campanhas publicitárias televisivas para a população através de projetos públicos, já que propagandas e palestras educativas podem mostrar as realidades vividas e conscientizar a população de que esse problema precisa ter mais importância. Desse modo, haverá uma melhoria no problema de modo coletivo e não apenas para uma parte da população.