Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 05/08/2022

No documentário “O Dilema das Redes”, original da Netflix, profissionais da área da tecnologia fazem um alerta sobre como as redes sociais impactam na formação da opinião pública. Hodiernamente, tais impactos refletem também nas discussões políticas, quando candidatos e seus seguidores utilizam os meios sociais para manipular a decisão de voto da sociedade. Essa realidade se dá pelo apelo às notícias falsas, em conjunto com a falta de debate acerca do tema.

Primeiramente, destaca-se a disseminação de fake news como estratégia nas campanhas recentes. De acordo com o jornal The New York Times, as redes sociais são cada vez mais usadas, por partidos contrários, como canais de compartilhamento de notícias que mancham a imagem de seus concorrentes, como falsos escândalos de corrupção, e assim induzindo a população a mudar sua opção de voto. Tal estratégia é feita no meio digital pois não existem ferramentas que verifiquem a veracidade do que é compartilhado. Consequentemente, sem que hajam esses dispositivos, será impossível minimizar a problemática.

Ademais, a falta de informações sobre a temática representa outro desafio. Segundo pesquisas divulgadas pelo site G1, mais de 60% dos usuários de perfis na internet não sabem identificar quando uma matéria é verdadeira, e tal ignorância se dá pela falta de compreensão em como fazê-lo, uma vez que o debate sobre o tópico não é comum em canais de informações, como na mídia - meio que atinge as massas gerais. Logo, tais usuários tomam como fato tudo que seus candidatos postam, influenciando, por conseguinte, suas opiniões políticas.

Portanto, é imprescindível que as próprias redes criem mecanismos capazes de identificar e bloquear matérias falsas, a fim de impedir o compartilhamento dessas, com o fito de que fatos irreais não mais induzam nas discussões políticas, protegendo também o livre-arbítrio dos eleitores. Além disso, a mídia deve, em conjunto com o poder público, transmitir comerciais que demonstrem como saber se uma notícia é enganosa. Só assim a opinião pública poderá ser pessoal.