Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 26/08/2022
O livro de George Oewell “1984” retrata uma realidade distópica na qual indivíduos são manipulados por meio da propagação de mentiras, com objetivo político de controle social.Paralelamente, como na obra no Brasil contemporâneo há lamentável tentativa de alienação e manipulação nas redes sociais com finalidade eletiva. Tal fato decorre, devido a ausência de fiscalização estatal e dessinformação populacional.
Em princípio, deve-se destacar a negligência governamental, uma vez que não há fiscalização digital. Consequêntemente, indivíduos podem espalhar mentiras na internet sem que o poder público tenha alcance as informações, influênciando as decisões políticas na sociedade. Isso pode ser contextualizado, no documentário da Netflix “O dilema das redes”, produzido por ciêntistas e ex-públicitários de redes digitais famosas, esses alertam no longa sobre às estratégias de divulgação de notícias dúvidosas em datas pré-eleitorais, apenas para aumento de engajamento das mídias.
Ademais, é lícito salientar a dificuldade cognitiva de parte da população, que tem como causa a baixa qualidade educacional básica. Concomitantemente, o cenário é explicado pelo filósofo Pitágoras que afirmou ser preciso educar as crianças para não punir adultos. Tomando como máxima a ideia do pensador, o analfabetismo funcional- relacionado à baixa correlação de ideias e interpretação, faz com que os usuários compartilhem notícias sem que eles entendam seu conteúdo, aumentando a chance de divulgação de mentiras. Assim, torna-se primordial a melhoria nos sistemas públicos educativos para solução do impasse.
Diante disso, é imprescindível o fim da política manipulativa fomentada nos meios digitais. Por intermédio de um programa que, fiscalize e alerte a propagação de dados virtuais inverídicos realizado pelo Governo Federal em parceria com a Polícia Civil. Simultaneamente, o investimento educacional no ensino básico, por meio de verbas do TCU (Tribunal De Contas da União) e organização do Ministério da Educação, tal órgão, contrataria professores de literatura que iriam promover aulas de leitura em grupo- hábito auxiliador no processo de sofisticação cognitivo infantil. De modo à, “quebrar’’ o ciclo de punição proposto por Pitágoras.