Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 02/09/2022
O livro de George Oewell “1984” retrata uma realidade distópica na qual indivíduos são manipulados por meio da propagação de mentiras, com objetivo político de controle social.Paralelamente, como na obra, no Brasil contemporâneo há lamentável tentativa de alienação e manipulação nas redes sociais com finalidade eletiva. Tal fato decorre, devido a ausência de fiscalização estatal e desinformação populacional.
Em princípio, deve-se destacar a negligência governamental, uma vez que não há fiscalização digital. Consequentemente, indivíduos podem espalhar mentiras na internet sem que o poder público tenha alcance as informações, influenciando as decisões políticas na sociedade. Isso pode ser contextualizado, no documentário da Netflix “O dilema das redes”, produzido por ciêntistas e ex-públicitários de redes digitais, que alertam sobre o uso de dados falsos por grupos políticos, que os utilizam para angariar apoiadores e polarizar a decisão partidária, por meio do sentimento de agressividade de um grupo contra o outro.
Ademais, é lícito salientar a dificuldade cognitiva de parte da população, que tem como causa a baixa qualidade educacional básica. Concomitantemente, o cenário é explicado pelo filósofo Pitágoras,que afirmou ser preciso educar as crianças para não punir adultos. Tomando como máxima a ideia do pensador, o analfabetismo funcional- relacionado à baixa correlação de ideias e interpretação, faz com que os usuários compartilhem notícias sem que eles entendam seu conteúdo, aumentando a chance de divulgação de mentiras. Assim, torna-se primordial a melhoria nos sistemas públicos educativos para solução do impasse.
Diante disso, é imprescindível o fim da política manipulativa fomentada nos meios digitais. Por intermédio de um programa que, fiscalize e alerte a propagação de dados virtuais inverídicos realizado pelo Governo Federal em parceria com a Polícia Civil. Simultaneamente, o investimento educacional no ensino básico, por meio de verbas do TCU (Tribunal De Contas da União) e organização do Ministério da Educação, tal órgão, contrataria professores de literatura que iriam promover aulas de leitura em grupo- hábito auxiliador no processo de sofisticação cognitivo infantil. De modo a “quebrar’’ o ciclo de punição proposto por Pitágoras.