Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 28/10/2022

Na música “Geração Coca-Cola”, da banda Legião Urbana, há uma analogia à influência das redes sociais no âmbito político e social, exposta no trecho “Desde pequenos, nós comemos lixo comercial e industrial”. Em consonância com essa realidade, está a de muitos cidadãos, já que o papel das redes sociais nas discussões políticas ainda configura uma realidade a ser discutida. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: A alienação por parte de figuras públicas e a divulgação de “fake news” com o intuito de mudar o pensamento do cidadão.

Diante desse cenário, é válido pontuar a irresponsabilidade de influenciadores digitais na divulgação sobre seus posicionamentos políticos como um dificultador para resolução dessa problemática. Sob esse viés, o filósofo Schopenhauer, afirma que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Nesse sentido, o cidadão cria seu posicionamento político a partir do que lhe é exposto. Todavia, esse posicionamento pode ser alterado, com a influenciadores digitais transmitindo informações errôeas. Concominamente, realidades como essa são cotidianas, mas que não deveriam existir.

Outrossim, é imperativo destacar a banalização da perpetuação de “fake news” como mais um fator corroborativo para o revés. Ademais, as eleições do ano de 2018 foram marcadas por noticias falsas, de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o qual se mobilizou para combater e inibi-lás. Mas sem um projeto de lei capaz de trazer reais soluções para essa realidade, simples reuniões de deputados não trarão resultados. Assim, sem uma atividade capaz de minimizar a situação, ocorre a perpetuação dessa problemática eganando cada vez mais o eleitor.

Portanto, faz-se urgente a implementação de medidas públicas para alterar esse panorama. Dessa maneira, cabe ao TSE -orgão fundamental no exercício da democracia brasileira- criar um projeto de lei, com o intuito de criminalizar e conter a disperssão de notícias fantasiosas, e fiscalizar a responsabilidade que figuras públicas estão tendo ao disseminar seus posicionamentos políticos, a fim de que torne o período eleitoral uma época cada vez mais segura para o eleitor. Somente assim, realidades retratadas em “Geração Coca-Cola” serão superadas.