Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 10/06/2023
Em sua obra “Cibercultura” o filósofo Pierre Lévy destaca o papel social da internet, como democratizadora do acesso à informação. Segundo o filósofo, a grande rede mudou o mundo ao dar voz aos cidadãos e interligar os continentes. Entretanto, problemas como as “fake news” e os ataques de ódio têm sido recorrentes na utilização contemporânea, o que se torna uma preocupação em época de eleições presidenciais, como no Brasil em 2018. Diante disso, para mitigar a problemática, cabe ao Estado coibir a má utilização da internet e conscientizar a população acerca de seu papel frente ao tema.
Sob esse viés, tem-se que a atuação diligente do governo é essencial para a homeostase (equilíbrio) no ambiente virtual. Nesse aspecto, tal assertiva é ratificada pelo pedagogo Dermeval Saviani, na obra “Pedagogia Histórico-Crítica”, na qual sustenta ser papel do Estado a promoção de uma educação que forme indivíduos críticos e conscientes de seu papel social no mundo contemporâneo. Conforme o educador, ao afastar-se do viés puramente tecnicista e focar na humanidade do estudante, as relações socias tenderão a ser mais harmoniosas.
Outrossim, a sociedade deve assumir o protagonismo em prol da demanda supracitada. Nesse contexto, o antropólogo Roberto DaMattam, em “Carnavais, malandros e heróis”, critica a inércia do brasileiro, por esperar que os políticos resolvam todas as mazelas sociais. Em contrapartida, o autor defende que resultados melhores surgem quando o povo participa ativamente do processo de mudança. Por conseguinte, para que os crimes de ódio e as “fake news” abram espaço para o respeito no ambiente virtual, a conscientização popular deve ser feita de maneira precoce, no seio familiar e nas escolas.
Dessarte, depreende-se que o Estado e a sociedade são entes copartícipes da solução em pauta. Logo, cabe ao Congresso Nacional a abertura de uma comissão especial que atue diuturnamente para garantir a segurança e o respeito nas redes sociais, especialmente em época de eleição. Para isso, os parlamentares deverão ouvir especialistas no assunto, a fim de garantir a coerência dos trabalhos. Ademais, o tema deve ser abordado adequadamente nas escolas e universidades. Assim, gradativamente o país colherá os frutos das ações empreendidas.