Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 15/09/2023
O grande avanço tecnológico tem sido um marco no século atual. Além de afetar diversas áreas da socieade, com a política não seria diferente, nas eleições do ano de 2018, o papel das redes sociais nas discussões políticas foi um divisor de água nas tomadas de decisões dos eleitores brasileiros. Nilson Teixeira, do jornal Valor Econômico, publicou informações com os dados de que o número de contas de “Whatsapp” e “Facebook” mais que dobrou desde 2013, chegando a 120 milhões em 2018. Acarreta-se discussões entre os jovens e adultos, distribuição de notícias falsas e campanhas mentirosas, quanto mais uma mentira é dita, acaba se tornando uma verdade.
Entretanto, com setenta por cento dos brasileiros com acesso à internet, (segundo pesquisas da Ipsos e Fecomércio-RJ), o fácil acesso a notícias e publicações virou uma rotina de adultos e jovens nos dias atuais. Por falta de filtro, segurança e gestão de qualidade das notícias espalhadas, grande parte são “fake news”, acarretando manipulação em massa e distribuição de falsas informações. Manipula-se a juventude brasileira a discussão de estar certo ou errado referente a tal candidato ou a tal partido. Logo, cria-se um cabo de guerra entre esquerda e direita nas redes sociais, influenciando ao aumento da violência, e impactos pessoais como a agressividade.
Outrossim, nas redes sociais o candidato tem total controle do que é publicado ou não, acaba-se que, ele se torna o que publica. Logo, o compartilhamento dessas publicações gera uma visão embaçada de quem realmente seja o candidato em questão. Portanto, cria-se uma falsa identidade, campanhas duvidosas de quem realmente seja o candidato e o que ele planeja em sua gestão.
Em suma, nota-se a inconsistência no sistema das redes sociais em relações aos filtros. Um aumento na violência e discussão entre os jovens e campanhas fraudulentas. É dever do Ministério da Educação, Ministério da Segurança, Superior Tribunal Eleitoral e Ministério de Ciência e Tecnologia, promover campanhas de reeducação à cidadania e democracia, para redução nos índices de violência verbal e física. Outrossim, cabe ao Ministério de Ciência e Tecnologia promover um sistema, onde todas as informações sejam filtradas antes de publicadas.