Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas
Enviada em 02/11/2023
O Brasil, pelas suas dimensões territoriais, é um país diverso em sua fauna, flora, clima, culinária, língua e política. Sob essa ótica, cabe a análise acerca da importância e dificuldade de promover uma educação política no país. É relevante apontar, diante disso, que tal problemática se dá tanto pelo cenário educacional quanto pela crescente desinformação.
Nesse contexto, a educação escolar deve preceder a política, para que a última possa exercer sua finalidade: o debate de ideias. Decerto, segundo o Instituto de Estudos Socioeconômicos, em 2021, o gasto público com educação foi o menor dos dez anos anteriores, demonstrando um descaso com a formação intelectual da população. Sem embargo, a austeridade fiscal com a educação gera a dificuldade da assimilação de questões políticas – como economia, legislação etc. – pois, apesar do povo saber suas necessidades, pode não compreender os mecanismos para alcançá-los. Logo, deve-se investir na educação acadêmica, principalmente de base, para que se possa discutir os caminhos políticos da nação.
Outrossim, é válido destacar o papel das notícias falsas (fake news) que contribuem para a desinformação política. Com efeito, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante o segundo turno das eleições de 2022 o órgão recebeu cerca de 500 denúncias diárias a respeito de fake news. Ademais, esse fenômeno não só prejudica as relações sociais dos cidadãos como também interferem na conjuntura organizacional democrática do país, em que para se combater a mentira é necessária a educação sobre os fatos. Destarte, é necessário também o aprendizado de como identificar notícias falsas.
Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar os problemas supraci-tados. Assim, um ator viável é o governo federal – dotado de ferramentas de alcance nacional – no fortalecimento da educação brasileira. Para isso, com o apoio do Ministério da Fazenda, por meio do remanejamento de arrecadamentos fiscais, investiria em escolas de base, ampliando sua infraestrutura, melhorando as condi-ções salarias dos professores e exigindo o ensino do combate à fake news – dentro da disciplina de sociologia, por exemplo – com métodos de verificação à veracidade da informação recebida. Dessa forma, o Brasil lutará por um futuro melhor.