Eleições 2018: o papel das redes sociais nas discussões políticas

Enviada em 25/06/2025

No ano de 2023, o processo eleitoral dos Estados Unidos, que elegeu o atual presidente Donald Trump, foi profundamente marcado por discussões nas redes sociais e alianças que engajaram o mundo digital e a política. Em consonância com o avanço do mundo tecnológico, a internet e as redes sociais passaram a desempenhar um papel decisivo nos cenários eleitorais. A exemplo disso, o papel que as redes sociais desempenharam no processo eleitoral de 2018 evidenciam os perigos relacionados às discussões políticas centradas no meio digital, que ocasionam a disseminação exacerbada de notícias falsas e o empobrecimento de pautas relevantes quando não supervisionadas.

Precipuamente, é relevante destacar que o grande alcance de informações na internet teve como consequência a disseminação desenfreada de notícias falsas, as chamadas “fake news”, usadas para promoção e caluniação de narrativas. Evidenciando esta tese, uma matéria da BBC Brasil publicada em 2025 constatou que o número de notícias falsas veículadas teve um crescimento exponêncial com o uso de inteligência artificial, agravando o quadro de desinformação. Dentro deste contexto, os debates políticos se debruçam em narrativas falaciosas e prejudicam a fomentação de discussões de caráter verossímel.

Ademais, outra problemática oriunda das discussões nas redes sociais está na simplificação de debates argumentativos, empobrecidos de informação e amplamente disseminados. Diante da falta de comprometimento com o conhecimento prévio, os debates nas mídias sociais esbarram em narrativas superficiais e que não valorizam a importância das pautas levantadas, promovendo a alienação dos indivíduos. Desta forma, o negligenciamento de pautas relevantes se traduz em uma sociedade cada vez menos engajada políticamente.

Diante disso, o cenário exposto urge por uma resolução que torne o espaço das redes sociais frutífero para discussões políticas e diminua as mazelas levantadas. Para tanto, o Ministério das Comunicações deve investir em veículos de informações mais confiáveis, por meio do uso de Inteligência Artifical para o combate de narrativas não confirmadas, a fim de promover um ambiente digital mais confiável e acrescentador para o progresso no cenário político brasileiro.