ENEM 1998 - Viver e aprender
Enviada em 12/01/2021
Serenidade perante ao sofrimento e autocontrole para não sucumbir a autodepressiação. Assim pensava Epiteto, filósofo grego cuja vida não lhe negou injustiças: foi escravo do homem que o-alejara e mesmo diante do sofrimento, firmou-se no estoicísmo, vertente que mede a felicidade pelos posicionamentos perante os conflitos. Ainda que esta escola filosófica tenha sido criada a mais de 2 milênios, é possivel de ser aplicada hordienarmente, no entanto enfrenta barreiras ao ser inserido na mentalidade cultural mediante os confrontos externos e excesso de informações a que a sociedade é constantimente exposta e assim, impactando diretamente, ora na vida individual, ora na saúde coletiva, revelando um grave problema generalizado nas estruturas sociais que regem a prosperidade da humanidade.
A priori, é substancial visar a escassa presença de estímulos positivos no mundo diante a condição humana e humanitária precária que é infelizmente difundida de forma constante nas mídias. Estar constantimente ciente das tragédias reais leva ao apetecer da fuga da realidade por meio das redes sociais, o que gera em parte, aumento de problemas psicológicos graves, principalmente aos jovens como aponta o Indicador de Confiança Digital (CID) de 2019, na qual 41% dos brasileiros afirmam que as redes sociais lhes causam sintomas de ansiedade, stress e tristeza profunda.
Ademais, sobrepoem-se o conhecimento geral como forma de poder ou status social mas pouco é fomentado o autoconhecimento, peça funcional que desenvolve uma melhor qualidade de vida, desta forma, vive-se no período mais confortável economicamente mas não desenvolvido emocionalmente e por isto a depressão é entitulada como “o mal do século XXI” segundo a OMS. A perda da visão humanitária sob os indivíduos, para a maquinização do homem util, leva a uma visão deturpada do existir. Contudo para Marco Aurélio, em sua obra “meditações” ser útil a todo momento afim de atingir demandas e cumprir metas vai de contra a própia natureza humana, é preciso ponderar os seus pensamentos e ações para progredir como indivíduo completo, não só em termos éticos mas em conflitos internos e existenciais.
Assim, urge das autoridades governamentais o seu dever de assegurar saúde psicológica e educação emocional de forma acessível e de qualidade para todos como ratifica o art. 3º da Constituição Federal. Outrossim, o Ministério da Saude em parceria com o Ministerio da Educação deve elaborar projetos de leis que visem psicólogos nas instintuições públicas e particulares de ensino além de rodas de debates e saraus culturais acerca de temas sobre emoção e como lidar com conflitos, outrora deve distribuir livros de autoaujuda em municipios locais de forma gratuita.