ENEM 1999 - Cidadania e participação social
Enviada em 31/10/2019
Na Republica Velha, o voto de cabresto anulava qualquer chance democrática da população. Dessa forma, a sociedade vivia uma falsa democracia, a ter seus votos controlados por meio das ameaças dos coronéis. Com o passar dos anos, as mudanças constitucionais proporcionaram ao cidadão o direito ao voto secreto, à saúde, educação, liberdade, entre outros. Portanto, ao promulgar a lei na teoria e não direcionar a nação o caminho a ser seguido para o cumprimento da mesma na prática, a constituição, por diversas vezes é infringida, transgredindo o direito do povo.
Em 5 de outubro de 1988, a Constituição Cidadã foi promulgada a fim de garantir ao cidadão diretos e deveres a serem seguidos. No entanto, o direito à moradia - garantido por lei - é falho, como tantos outros. Pois, de acordo com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), mais de 100 mil pessoas encontram-se em situação de rua no Brasil. Visto isso, nota-se que nem sempre a lei “sai do papel”, haja vista o número excessivo de moradores de rua em um país que ocupa o 7° lugar na economia mundial.
Outrossim, cabe pontuar que a participação social é de suma importância para uma sociedade mais justa e democrática. Visto isso, o direito ao voto, conquistado pelo cidadão brasileiro, feito de maneira conscientemente, e o engajamento populacional através de manifestações, reuniões de bairro, greves e afins é de grande importância para o crescimento da nação de forma saudável para todos.
Dado o exposto, para que a sociedade tenha mais participação social, é necessário que a mídia, através de comerciais, transmita a importância da influência populacional nas questões sociais. Ademais, o Ministério da Educação deve incluir a matéria “Educação Política” na grade escolar brasileira. Dessa forma, a população de todas as idades ficará mais instruída nas relações públicas, e a nação brasileira viverá em uma sociedade mais democrática e justa.