ENEM 1999 - Cidadania e participação social

Enviada em 25/10/2019

Ao analisar a história, é possível perceber que no ano de 1984, ocorreu no Brasil, um movimento civil denominado de ‘‘Diretas Já’’, que reivindicava as eleições presidenciais. Como consequência, a sociedade conquistou inúmeros direitos por meio da participação social, seja por meio de votos ou reivindicações, contudo, ainda na atualidade é significativo que a falta de investimento no setor educacional associado ao comodismo de minorias colaboram para que a cidadania não seja exercida. Isso mostra que medidas são necessárias para resolver o empasse.

Em primeiro lugar, o comodismo interfere na prática da cidadania. O escritor brasileiro Gilberto Dimenstein, em sua obra ‘‘o cidadão de papel’’, retrata uma sociedade detentora de direitos garantidos na Constituição Federal, porém ela apresenta diversos problemas, como a violência, pessímo saneamento básico, renda e entre outros. De maneira análoga, os indivíduos considerados cidadãos, não reconhece o poder dos movimentos sociais no processo de mudança civil, preferindo-os ficar acomodados com a situação, mesmo sendo inaceitável.

Ademais, a educação é o principal fator para a participação social. O educador Paulo Freire disse: ’’ se a educação sozinha não transforma a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda’’. Diante desse exposto, a educação é fundamental para a transformação social em diversos âmbitos, sendo perceptível, no Brasil, a falta de atenção dada pelo governo nesse setor.

Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver o empasse. Para isso, urge ao Ministério da Educação orientar as escolas na organização de palestras para os alunos sobre a importância da adesão popular na resolução de problemas civil, objetivando, assim, a garantia da democracia. Assim, em consonância com a consciência coletiva, pode-se fazer com que a participação social seja um instrumento inalienável do exercício da cidadania.