ENEM 1999 - Cidadania e participação social
Enviada em 11/05/2021
Muhammed Yunus, criador de um sistema que ajuda empreendedores muito pobres, disse, no documentário “Quem se importa”, que “Nós não somos convidados [no mundo]. […] Nós criamos o nosso próprio mundo”. Seguindo este ponto, as participações sociais são importantíssimas para mudar o meio no qual se vive, aquelas as quais são freadas pelo individualismo, no qual a sociedade se encontra mergulhada, e a sensação de impotência que certos cidadãos sentem.
Primeiramente, é fato que há uma tendência individualista que vigora na sociedade, de forma que apenas o sucesso individual é buscado, não havendo uma preocupação grande em se conhecer e mudar problemas que a comunidade vive. Parafraseando um escrito do filósofo Zygmunt Bauman, na modernidade, o centro da vida social passa a ser o individualismo. Assim, torna-se necessário que os cidadãos se reconheçam como protagonistas de mudanças, também, nas vidas dos outros à sua volta.
Por conseguinte, observa-se que os cidadãos se sentem impotentes em realizar mudanças para a sociedade, visto que, em suas visões, já há muitos projetos em vigor, e que iniciar uma ação é custoso. Nesse sentido, pode-se citar como exemplo, novamente, Muhammed Yunus, o qual iniciou uma ação simples, de empréstimos de ínfimo de valor, a uma quantidade pequena de pessoas. Assim, observa-se que, por desconhecimento, vigoram as errôneas ideias de que ações sociais são trabalhosas, e que há projetos os quais já satisfazem a demanda por problemas sociais.
Diante dos fatos mencionados acima, mostra-se necessário uma ação que supra as necessidades de conscientização e prática social. Portanto, urge que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, estabeleça conexões com ONGs locais. Desse modo, crianças e adolescentes, os quais estão no início de uma jornada social, terão contato com outras entidades as quais já têm um papel solidário na comunidade, e possam ter uma visão prática da participação social.