ENEM 1999 - Cidadania e participação social
Enviada em 11/05/2021
Segundo o dicionário Dicio, cidadania é a condição de quem possui direitos civis, políticos e sociais, o que garante a participação na vida política. Desse modo, espera-se que os indivíduos participem da sociedade com a prática de seus deveres, a busca e o respeito aos direitos no Estado. Entretanto, na sociedade em que vivemos cidadania e participação social não estão devidamente ligados, assim, cabe analisar os fatores que impedem isso, como individualismo e ativismo de sofá.
Em primeiro plano, atualmente, nota-se constantemente o individualismo dos cidadãos em relação a sua participação na sociedade. Nesse sentido, o filme “O Poço” retrata o individualismo das pessoas dos níveis mais altos em relação aos mais baixos, pensando só em si mesmo, em comer mais e o melhor. Dessa forma, constata-se que o ser está cada vez mais individualista, por conta de uma visão de que cada um tem que buscar o seu sucesso, sem se importar com o outro, o que se relaciona claramente com a temática, pois, sem participação social a cidadania não existe.
Cabe mencionar, em segundo plano, o ativismo de sofá, que segundo Bauman é uma armadilha que fecha os seres em uma zona de conforto. Tal fato é um grande impedimento, pois é um ativismo de rede social, onde o cidadão acha que participa da sociedade apenas por compartilhar informações, participar de abaixo-assinados e colocar filtros em foto, tudo em apoio a alguma causa política ou humanitária. Sendo assim, percebe-se que esse ativismo não exerce uma grande participação social e nem um grande papel na cidadania.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias no intuito de atenuar os impasses expostos. Logo, é mister que o governo, responsável pela organização e pelo controle social, dê assistência sobre aspectos sociais gratuita aos jovens nas escolas. Essa ação seria feito por meio do ministério da educação, com palestra sobre sucesso, respeito, comunicação e vida em sociedade, visando garantir menos individualismo e que o ativismo de sofá seja substituído por um ativismo de “chão”. Somente assim, o significado de cidadania será exercido da maneira que deve ser garantido à participação do cidadão na sociedade e no Estado.