ENEM 1999 - Cidadania e participação social

Enviada em 11/05/2021

O filme ”Procurando Nemo”, escrito por Andrew Stanton, Bob Peterson e David Reynolds, mostra uma superproteção do pai sobre o peixe Nemo. Pôde-se perceber isso, quando ele se perde do pai e quase não consegue sobreviver sozinho. Desse modo, é fato que essa metáfora é uma realidade no que tange a cidadania e participação social, visto que os filhos dependem dos pais tornando-os incapazes de execução de atividades faceis e principalmente atividades que exijam alto esforço, mas não por escolha própria e sim por ensinamentos deles. Além disso, o comodismo se torna algo preocupante, tendo em vista que esses adolescentes muitas vezes não tem ânimo para fazerem a diferença.

Primeiramente, nota-se que houve uma diferença de ensinamentos passados ​​de geração em geração. Nessa lógica, percebe-se que uma superproteção maternal e paternal está aumentando cada vez mais com o passar do tempo, deixando como prejuizo a falta de ensinamentos essenciais, por querer dar ao filho o que talvez nunca tenha tido e isso é umas das causas da falta de participação de jovens na sociedade e na cidadania. Como exemplo, constata-se que antigamente, desde pequeno uma criança era ensinada a cozinhar, limpar casa, lavar roupa, e quando iam morar sozinhas não se abalavam, pois tinham os conhecimentos essenciais para viver bem. Porém, hoje em dia o que vem acontecendo é o inverso de tudo isso.

Além disso, outro problema que afasta o jovem da participação na sociedade e na cidadania é a comodidade. Nesse contexto, o comodismo não causa só uma falta de ânimo para realizar tarefas, mas sim, para todos os âmbitos da vida, seja fácil ou difícil. Pois, para um jovem que acabou de sair da infância e precisa ingressar no mercado de trabalho e da vida é importantíssimo ter uma ânsia de saber e procurar evoluir, mas não é isso o que está acontecendo. Por exemplo, um adolescente que entra para o mundo das drogas, dificilmente ele irá conseguir sair, se ele se adaptar com a situação, então para que algo mude ele terá que ter muita força de vontade para superar os conflitos.

Em suma, para a inclusão da jovem na participação social e na cidadania, algumas ações são primordiais. Primeiramente, cabe ao governo, por meio do Ministério Educacional, realizar cursos e palestras para crianças e adolescentes, falando sobre a força que tem um jovem na sociedade e ensinando a fazer coisas básicas para a sobrevivência, pois assim, seria uma forma de comunicação direta com os indivíduos que muitas vezes não tem essa atenção em casa. Além disso, é mister que haja um trabalho nos lares, por meio dos país, com atividades educacionais que trabalhe com a mente de seus filhos, pois assim, irá tirar as crianças do lugar de comodidade e irá abrir uma mente para o mundo, transformando o jovem em um participante ativo nos âmbitos sociais e da cidadania.