ENEM 1999 - Cidadania e participação social

Enviada em 16/05/2021

A contribuição significativa da juventude perante as decisões sociais pode ser observada desde antes na História. O governo nazista de Adolf Hitler apresentava o estímulo a superioridade da raça ariana diante da sociedade e, entre os grupos de apoio, estavam os jovens, que auxiliaram na intensidade do movimento. Nesse contexto, verifica-se o quanto a participação da juventude pode ser eficaz em situações sociais, mas que ainda enfrenta muitos desafios.

O filósofo Aristóteles afirmou que “Todos os homens têm, por natureza, desejo de conhecer”, incluindo os jovens. Um modo de encontrar um lugar que se sinta bem e de fazer intervenções positivas na esfera social é buscando novos locais. Dado o incentivo à busca, a juventude pode conhecer melhor a si e ao redor e desenvolver uma mente mais aberta para atuação nas mudanças sociais necessárias, exercendo assim seu papel de cidadão.

Por outro lado, observa-se que não é fornecido esse incentivo de conhecimento aos jovens, já que há uma forte desvalorização da sociedade para com esse grupo. Essa desvalorização subestima suas capacidades e reforça o pensamento da imaturidade em contextos sociais. Está expressa, no Art.5 da Constituição Brasileira de 1988, a garantia de liberdade de expressão, ou seja, a manifestação dos jovens pode ocorrer mesmo com a não aprovação do corpo social.

Diante dos fatos apresentados, os empecilhos encarados pelos próximos adultos se tornam mais fáceis de compreender. Sendo assim, o Ministério da Educação deve fornecer nas escolas, através de aulas especiais e palestras, o estímulo aos jovens sobre como sua participação efetiva em questões sociais podem trazer benefícios para eles e para seu redor. Dessa forma, a sociedade poderá progredir de forma mais livre, eficaz e, acima de tudo, justa.