ENEM 1999 - Cidadania e participação social
Enviada em 18/05/2021
Nicolau Maquiavel, mudou permanentemente os conceitos políticos de maneira filosófica e revolucionária. Dentre tantos pensamentos marcantes, é possível pontuar sua afirmação de que a centralidade do poder político se encontra no povo. Sendo assim, o acesso à educação demonstra-se protagonista no incentivo à participação social como construção de uma cidadania. Portanto, uma precariedade evidente do alcance deste grande incentivo, alimenta ideais restritivos, que impossibilitam a inclusão de protagonismo do povo.
Visto que o fornecimento da educação é crucial por todo globo e majoritariamente um preceito constitucional, torna-se primordial realçar o seu papel no desenvolvimento de uma sociedade mutualmente coletiva e individual. Para ilustrar, o cientista político José Murilo de Carvalho cita a educação como “forma das pessoas tomar conhecimento de seus direitos e se organizarem para lutar por eles”. Logo, fica nítida a correlação entre o ensino e o estímulo de liderar convicções pessoais para transformar o meio social.
Contudo, a irregularidade no fornecimento deste preceito reflete uma desigualdade que se alastra por todas as camadas da população. Uma vez que o acesso não é igualitário, o senso comum impõe que a educação e política relacionada aos que possuem poder aquisitivo por consequência de privilégio evidentes. Entretanto, isto gera a concepção equivocada de que não existe interesse dos menos influentes em transformar realidades. Com isso, fundamentar o acesso a educação para ser amplamente acessível, possui papel inquestionável para a resolução da tal consequência.
Em suma, conclui-se que a cidadania, a participação social e a educação mantém relação direta e valorosa. Por isso, com o objetivo de incentivar a distribuição de disciplina em sua forma mais propositiva possível, a UNESCO poderia estruturar projetos que demonstrem a importância destes conceitos na vida de todo e qualquer cidadão, por meio de palestras e workshops. Além disso, os países deveriam fiscalizar o cumprimento das suas constituições, a fim de garantir a democratização do acesso a educação em todas as suas exigências.